Análise: Obra na Casa Branca gera críticas ao governo de Trump
Nova obra na Ala Leste da Casa Branca para construção de salão de baile gera críticas devido ao momento de paralisação dos serviços públicos nos Estados Unidos; analista Gabriel Monteiro explica no Novo Dia a controvérsia.
A Casa Branca iniciou a demolição de sua Ala Leste para a construção de um novo salão de baile, um projeto avaliado em US$ 200 milhões (aproximadamente R$ 1,07 bilhão) e com área de 8.433 m². Em análise para o CNN Novo Dia, Gabriel Monteiro explicou que a obra tem gerado controvérsias por ocorrer durante um período de "shutdown" nos Estados Unidos.
O projeto enfrenta questionamentos sobre sua legalidade, uma vez que não obteve aprovação oficial da Comissão Nacional de Planejamento da Capital Americana. Especialistas também expressam preocupação quanto ao impacto arquitetônico na Casa Branca, considerada um patrimônio histórico norte-americano.
“Segundo Trump, (as obras estão acontecendo) porque o dinheiro é próprio, tanto dele como de doadores que estão financiando as obras, e as empresas contratadas tanto para projeto de arquitetura do salão de festas quanto para a obra em si são privadas”, disse Gabriel Monteiro.
Financiamento e "timing" controversos
Apesar das alegações de que o projeto será financiado exclusivamente com recursos próprios e doações privadas, sem uso de verbas públicas, a obra tem provocado intenso debate. O timing da construção é particularmente controverso, considerando que os funcionários públicos estão sem receber salários há mais de 21 dias devido ao shutdown.
“Por isso está funcionando (os recursos são particulares), mas não deixa de incomodar democratas e a população que está enfrentando shutdown”, disse Gabriel Monteiro.
A Ala Leste, construída em 1902, cerca de 100 anos após o prédio principal da Casa Branca, passará por uma significativa transformação. O novo salão de baile terá capacidade para acomodar 650 pessoas, um aumento considerável em comparação com o Salão Oval atual, que comporta apenas 200 convidados sentados.
Quanto às críticas sobre a falta de autorização formal, Trump afirma ter recebido orientação de sua equipe confirmando sua autonomia para iniciar o projeto imediatamente. A obra, anunciada em julho e iniciada em setembro, já está em fase de demolição, apesar das contestações sobre sua adequação ao momento político e econômico do país.


