Brasil pode demorar até 9 anos para chegar no 'pleno emprego', diz economista

À CNN Rádio, Reinaldo Cafeo analisou que apenas a criação do Ministério do Trabalho não vai solucionar os problemas

Amanda Garcia,
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O economista e associado da Fundação Dom Cabral, Reinaldo Cafeo, acredita que o Brasil demore até nove anos para chegar em um patamar de “pleno emprego”, algo em torno de uma faixa de 4% de desempregados.

Em entrevista à CNN Rádio, Reinaldo disse que a perspectiva é de que, uma vez que a economia seja retomada, o contingente de desempregados volte a 10 milhões – hoje está 14,7 milhões.

“Para este nível de desemprego chegar no ‘pleno emprego’, seria preciso uma taxa de desemprego entre 4% e 4,5%. Infelizmente, isso deve demorar um ciclo de sete a nove anos”, avalia.

Ele destaca que o emprego só será efetivamente real quando o salário acima da inflação crescer. “Enquanto isso não acontecer, será um jogo de estatística, infelizmente.”

Segundo o economista, a recriação do Ministério do Trabalho e da Previdência – confirmado nesta quarta-feira pelo presidente Jair Bolsonaro – não vai solucionar os problemas. “A velocidade de perda de emprego é alta, e a retomada é lenta.”

Ele cita problemas estruturais como a inflação, que pressiona o bolso dos brasileiros, o tensionamento político e a crise econômica em geral como fatores de preocupação.

“Com a volta da economia, virá junto o aumento dos preços, pela inflação. E a munição para combatê-la é aumentar os juros. É uma situação em que a economia precisa deslanchar, mas o governo precisa segurar para não contaminar os preços. Isso vai dar lentidão para retomar emprego”, reforçou.

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