Escala 6x1 merece debate setorial, diz presidente da Fiesp à CNN

Em entrevista ao CNN 360°, Paulo Skaf afirma que discussão sobre redução da jornada de trabalho deve ser transparente e considerar impactos econômicos, criticando a abordagem apressada do tema

Da CNN Brasil
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Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), defendeu nesta sexta-feira (24) em entrevista à CNN Brasil que a discussão sobre a escala de trabalho 6x1 merece um debate setorial aprofundado, criticando a forma apressada como o tema tem sido conduzido atualmente.

Segundo Skaf, a competitividade do país é prejudicada por diversos fatores como falta de segurança jurídica, burocracia, impostos elevados e juros cinco vezes acima da inflação. "O que nós precisamos, o que o setor industrial precisa, é apenas igualdade de condições. O que precisa é estar livre, estar com menos burocracia, ter a condição de ter uma taxa de juros compatível como tem em outros países", afirmou Skaf durante o programa CNN 360°.

Sobre a possível redução da jornada de trabalho, o presidente da Fiesp ressaltou que qualquer mudança na escala de trabalho resultará em aumento de custos que serão repassados aos preços finais. "O aumento de custo vai para os preços — e os preços vão para os supermercados, para as lojas e vão para o comércio. Isso pressiona a inflação, custa mais para todo o povo, para as pessoas mais simples", explicou.

Críticas à condução do debate

Skaf criticou a forma como o tema tem sido apresentado, apontando que existe uma visão simplista sobre a escala 5x2. "Quando você fala de uma escala 5 por 2, você imagina um trabalho de segunda a sexta e sábado e domingo, não. Mas, a escala 5x2 pode ser de quarta a domingo e a folga é durante a semana", esclareceu. Para o empresário, essa é uma discussão para o âmbito setorial. "A gente pode chegar à conclusão de que vários setores podem se dar bem com uma escala de trabalho diferenciada. Mas é necessário uma discussão."

Para o presidente da Fiesp, o grande problema é a pressa do governo em tratar do assunto, classificando a iniciativa como "bandeira eleitoreira". "Me desculpe, eu estou aberto para essa discussão, defenderei essa discussão. Então, se ninguém falar mais sobre isso, ano que vem eu toco nesse assunto, eu provoco essa discussão", afirmou, sugerindo que o momento atual, próximo às eleições, não é adequado para debater o tema.

Skaf ainda defendeu que a liberdade individual de trabalhar mais para ganhar mais não deveria ser restringida por lei. "Quem quiser trabalhar mais e ganhar mais fica proibido por lei. Que história é essa? Não é o momento que nós estamos vivendo", finalizou.

 

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