À CNN, economista diz que ciclos de corte de juros podem acabar no Brasil
Tatiana Pinheiro, da Galapagos Capital, afirma que depreciação cambial pode encerrar reduções da Selic, mas próximos passos dependerão de redução de gastos
A decisão do Banco Central (BC) sobre a taxa básica de juros nesta semana pode sinalizar o fim do ciclo de cortes, segundo a economista-chefe da Galapagos Capital, Tatiana Pinheiro.
Em entrevista à CNN Brasil, ela explicou que a principal razão seria a depreciação cambial recente, com o dólar comercial acima de R$ 5,10.
Quando o Banco Central rodar os modelos de inflação com esse câmbio que sai do R$ 5,15 e vai para o R$ 5,37, isso vai dar uma pressão a mais nas projeções de inflação que o Banco Central tem para o horizonte relevante de política monetária
, afirmou.
Comprometimento com meta de inflação
Com o Banco Central reforçando seu compromisso de mirar o centro da meta de 3% para a inflação, esse aumento nas projeções elimina o espaço para novos cortes da Selic, de acordo com a economista.
Pinheiro ressaltou, no entanto, que a perspectiva de novos movimentos na taxa básica dependerá dos desdobramentos da política fiscal.
Pode ser que até o final do mandato [de Roberto Campos Neto], se a gente tiver uma escalada de câmbio, ou seja, o real continuar perdendo valor em relação ao dólar, você tem até uma sinalização de necessidade de alta de juros
, ponderou.
Ela destacou que as decisões sobre corte de gastos e o orçamento do próximo ano serão fundamentais para definir os próximos passos do Banco Central. Uma agenda fiscal mais austera poderia abrir caminho para uma apreciação do real e cenário mais positivo para a política monetária.
Votos divergentes no Copom
Questionada sobre a possibilidade de votos divergentes no Comitê de Política Monetária (Copom), Pinheiro avaliou que a reação do mercado seria negativa, especialmente se os votos pró-corte partirem de diretores indicados na gestão atual. O mercado vai ler que realmente a incerteza sobre a ação e a política monetária da nova diretoria, que começa a partir de abril, tende a ser mais leniente
, explicou.
Segundo ela, do ponto de vista técnico, a depreciação cambial já retiraria o espaço para novos cortes. Votos nesse sentido, portanto, gerariam dúvidas sobre o comprometimento da nova diretoria com o controle inflacionário.
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(Publicado por Raphael Bueno, da CNN Brasil)


