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    Governo acredita que Copom “abrirá a porta” para redução de juros

    Comitê de Política Econômica do Banco Central faz nesta quarta-feira segunda parte da reunião que discute a política de juros do país; anúncio é esperado para o início da noite

    Comitê do Banco Central está reunido desde terça-feira (20) para discutir taxa de juros
    Comitê do Banco Central está reunido desde terça-feira (20) para discutir taxa de juros REUTERS/Adriano Machado

    Basília Rodriguesda CNN

    Brasília

    Assim como o mercado, integrantes da equipe econômica do governo acreditam que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manterá a taxa de juros no atual patamar, mas “abrirá a porta” para reduções nos próximos encontros.

    O Copom começou, na terça-feira (20), a quarta reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic, que deve ser mantida em 13,75%. O anúncio do resultado do encontro é esperado para o início da noite desta quarta-feira (21).

    Ao mesmo tempo, as maiores expectativas giram em torno do comunicado pós-reunião e da ata do encontro, que será divulgada na próxima terça-feira (27). Na avaliação de integrantes do governo, ambos os documentos devem trazer perspectivas de corte da Selic a partir de agosto.

     

    Desde a última reunião, em maio, votações como a aprovação do arcabouço fiscal na Câmara, com chance de passar nesta semana também no Senado, melhoraram o ambiente econômico.

    Em maio, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu para o menor nível acumulado em 12 meses desde o segundo semestre de 2020, com queda dos núcleos de inflação e da inflação no setor de serviços — pontos de preocupação do BC.

    Na segunda-feira (19), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que os juros deveriam ter começado a cair em março. O governo tem dito que a atual taxa Selic atrapalha os investimentos e que não existe nenhuma justificativa para que esteja neste patamar.