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    Confira as ações mais indicadas para investir em junho

    CNN contou com colaboração de análises da Empiricus, XP, Genial, EQI, Guide, Ativa e BTG

    João Nakamurada CNN São Paulo

    As ações do Itaú voltaram a ser as mais recomendadas para investir neste mês, de acordo com levantamento feito pela CNN junto de instituições financeiras.

    Foram consultados sete casas, que indicaram os melhores papéis da bolsa de valores brasileira nas próximas semanas.

    Entre as mais indicadas, figuram:

    • Itaú: 5 recomendações
    • Positivo: 4
    • Copel: 3
    • Localiza: 3
    • Ômega Energia: 3
    • Rumo: 3

    CNN contou com a colaboração das análises da Empiricus, XP, Genial, EQI, Guide, Ativa e BTG.

    Cautela com juros nos EUA

    Enquanto grandes bolsas do exterior tiveram um bom desempenho em maio, recuperando perdas ou registrando recordes — como no caso de Wall Street —, o Ibovespa hesitou.

    O principal índice da bolsa brasileira encerrou o mês em queda de 3%, no patamar de 122 mil pontos — o mais baixo desde novembro do ano passado.

    Alguns dos temores que rodearam os negócios do mês passado devem seguir ressoando no futuro próximo, de modo que os analistas da Genial avaliam manter-se “conservadores em nossas escolhas, priorizando ações que tenham uma maior correlação com o dólar, sejam defensivas ou cujos ciclos microeconômicos sejam positivos”.

    Em maio, a divisa norte-americana subiu 1,1%, encerrando o mês negociada em R$ 5,25.

    Os investidores vêm alimentando um pessimismo em relação ao nível dos juros nos Estados Unidos. Após a reunião de maio do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), as taxas foram mantidas no patamar mais elevado em 23 anos, de 5,25% a 5,5%.

    Dados indicam que a inflação no país tende a desacelerar mais devagar, enquanto a economia se mantém resiliente. Na avaliação das autoridades do Fed, os indicadores não são favoráveis para um corte no momento. Durante a última reunião de política monetária, chegou a ser considerado um potencial novo aumento dos juros.

    O mau humor levou os investidores a voltarem a apostar em um único corte de 0,25 ponto percentual neste ano.

    Os juros mais altos por lá funcionam como um freio para a economia local. Mas o que abala a economia dos EUA, tende a abalar a economia e os negócios em outros mercados também.

    “Esperamos que o Ibovespa siga oscilando até que fique claro o início dos cortes de juros nos EUA, que dependem, por sua vez, dos dados de atividade econômica e inflação. Não esperamos que fatores brasileiros possam melhorar e ser gatilhos fortes o suficiente para sozinhos levarem investidores a buscar risco em bolsa”, avaliou a EQI Research.

    Cenário doméstico

    Na cena doméstica, os holofotes se voltaram para o futuro do Banco Central (BC) e da Petrobras no governo Lula.

    O mês de maio começou com a divisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Quatro diretores — todos indicados pelo atual governo — votaram pela manutenção do ritmo de corte nos juros em 0,5 ponto, enquanto os outros cinco optaram por colocar o pé no freio, deixando a Selic no patamar de 10,50% — corte de 0,25 ponto.

    O cenário de apreensão com um BC mais leniente com a inflação a partir da formação de maioria dos indicados pelo governo Lula foi amenizado após a ata do encontro, publicada uma semana após a reunião, indicar que a divisão do colegiado foi técnica, e não política.

    Os quatro diretores mais novos do conselho teriam optado por manter o guidance estabelecido na ata anterior.

    Já a Petrobras ficou no centro das atenções após a demissão de Jean Paul Prates do cargo de CEO da estatal. Apesar de a companhia ter buscado amenizar a situação, alegando que a saída de Prates foi “a pedido” e “negociada”, paira sobre a empresa o temor de interferência política do governo.

    Naquela semana, a estatal perdeu quase R$ 50 bilhões em valor de mercado.

    As instituições financeiras consultadas pela CNN ainda apontaram que os temores sobre a arrecadação e os gastos públicos também seguem no radar dos investidores.