Alta do IOF não deve se manter de pé, avalia governador do ES à CNN
Renato Casagrande afirma que medida "caiu mal" e defende que governo federal busque alternativas para equilibrar as contas públicas sem elevar tributos
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), criticou o recente decreto do governo federal que aumenta o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Em entrevista à CNN Brasil, Casagrande afirmou que a medida "caiu muito mal" e dificilmente se manterá.
Segundo o governador, o aumento do IOF foi recebido com rejeição tanto no setor privado quanto no Congresso Nacional. "Qualquer posição de aumento de tributo eu me manifesto contra, até porque a carga tributária brasileira já é muito alta", declarou.
Casagrande argumentou que o governo federal deveria buscar alternativas para equilibrar as contas públicas sem recorrer à elevação de impostos. Ele sugeriu que o Executivo poderia focar em mudanças estruturantes, como a reforma administrativa e a taxação das apostas esportivas online (bets).
Críticas à comunicação do governo
O governador capixaba, que integra a base aliada do governo federal, também apontou falhas na comunicação da gestão Lula. "O erro mais forte é o erro na comunicação do governo, na falta de unidade interna", avaliou.
Para Casagrande, a divulgação de posições distintas dentro do governo enfraquece a administração. Ele citou como exemplos os casos do IOF, do INSS e do Pix, que, em sua opinião, foram "crises potencializadas" por problemas de comunicação.
Perspectivas para 2026
Questionado sobre as eleições de 2026, Casagrande descartou a possibilidade de uma federação entre o PSB e o PT, conforme sugerido pelo líder do governo na Câmara, José Guimarães. O governador afirmou que o PSB já decidiu não federar com o Partido dos Trabalhadores em 2022 e mantém essa posição.
Casagrande também manifestou apoio à eventual candidatura de Geraldo Alckmin à vice-presidência na chapa de Lula, caso este decida concorrer à reeleição. Sobre seus próprios planos, o governador disse que decidirá no início do próximo ano se permanecerá no governo estadual até o fim do mandato ou se concorrerá ao Senado.


