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    Amapá espera crescimento do PIB do estado com COP 30, diz secretário de planejamento à CNN

    Amapá foi confirmado como subsede da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que será em Belém (PA), em 2025

    Diego Mendesda CNN

    São Paulo

    O secretário do Planejamento do governo do Amapá, Lucas Abrahao, disse nesta terça-feira (16) à CNN que a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30) pode dar visibilidade em apresentar as oportunidades de negócio ao estado, o que pode gerar um incremento no Produto Interno Bruno da região.

    “Queremos aproveitar a COP 30 para fazer crescer nossa economia através da bioeconomia e dos produtos florestais não madeireiros também como, por exemplo, os óleos essenciais, os cosméticos, os fármacos, os princípios ativos, a fruticultura e as super frutas da Amazônia”, destaca o secretário.

    Ele cita o açaí, que é muito conhecido, mas ressalta que existem inúmeras outras “superfrutas” da Amazônia, como a castanha, o cacau, dentre tantas outras que carregam essa potencialidade, muito encontradas no Norte do Brasil.

    O Amapá foi confirmado como subsede da COP 30, que será em Belém, no Pará, em 2025.

    “A COP 30 pode nos dar a oportunidade de apresentar negócio verde para o Amapá. Então o estado está preparado para recepcionar investidores que queiram trabalhar em algumas áreas e todas elas sustentáveis dentro das normas da legalidade”, disse Abrahao.

    De acordo com ele, pelo Amapá ser um estado pacificado, sem nenhum conflito latifundiário, por exemplo, fechar esses negócios pode ser ainda mais fácil.

    “A gente não tem nenhum tipo de conflito fazendário, nenhum tipo de divergências entre grupos de latifundiários. É um estado pacífico onde todas as áreas e territórios indígenas estão demarcados”, comenta o chefe da pasta.

    Segundo Abrahao, os territórios quilombolas já têm os espaços claros e o governo está terminando o alinhamento ecológico e econômico com clareza, apontando onde é a área de preservação e onde é a área produtiva.

    Parceiros

    O secretário explicou que Amapá está apostando e se preparando para a COP 30, mas disse que o estado não conseguirá o sucesso esperado sozinho.

    “O governador Clécio Luís tem convidado o governo federal e a iniciativa privada para fazer parte deste momento. Um evento como esse vai deixar um legado de infraestrutura, qualificação de obras urbana e civis, o que nos possibilitará recepcionar outros grandes eventos”, indicou.

    Abrahao destaca o fortalecimento da rede hoteleira do estado, na gastronomia e, principalmente, na pesquisa.

    “Temos um ecossistema de inovação muito aquecido e clareza de que, através de pesquisa e inovação, a Amazônia do futuro vai se construir. Mas, o Amapá é um estado hipossuficiente, ou seja, é importante deixar claro que por mais que a gente tenha disposição, por mais que a gente tenha todo o interesse, precisamos do apoio do governo federal”, esclarece.

    Mão de obra qualificada

    Com a visibilidade do Amapá em ser uma das sedes do COP 30, a economia do estado passa a se movimentar organicamente.

    O turismo, hotelaria, serviços e gastronomia vão demandar de mais mão de obra e, além disso, qualificada.

    Em relação à demanda, Abrahao afirma que o governo do estado está apostando que a COP 30 pode atrair também turistas para o Amapá e, por isso, estão criando um ecossistema que conta com o governo federal e com o “Sistema S”.

    “O Sebrae e o Senai estão ajudando qualificando a mão de obra. Então, o empresário que chegar aqui pode saber que, dependendo da sua demanda, vai ter mão de obra lá qualificada.”

    Além disso, o secretário destaca a Universidade Federal do Amapá, que está formando profissionais especialistas em diversas áreas da engenharia.

    “O governo tem criado um ambiente favorável para novos investimentos. Com apoio dos poderes judiciário e legislativo, junto com o Ministério Público e os órgãos fiscalizadores, os empresários que chegam no Amapá tem a segurança jurídica e institucional, além da certeza de um ambiente político que coopera e apoia os empreendimentos de forma sustentável”, finaliza.