William Waack

Análise: Há risco do Congresso estender os 3% do Reintegra para os setores

Medida inicialmente direcionada a empresas afetadas por tarifas americanas pode ser ampliada pelo Legislativo, beneficiando setores como Embraer e produtores de suco de laranja

Da CNN Brasil
Compartilhar matéria

Daniel Rittner, diretor da CNN em Brasília, analisou, durante o WW, que o plano de contingência contra o tarifaço americano, que inclui o aumento da alíquota do Reintegra para 3%, foi relativamente bem recebido pelo setor privado, embora o anúncio no Palácio do Planalto não tenha contado com grande presença empresarial.

O Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários (Reintegra), criado durante o governo Dilma Rousseff em um contexto de real sobrevalorizado, permite o ressarcimento de impostos para empresas exportadoras que não conseguiram recuperar tributos incidentes sobre sua cadeia produtiva.

Risco de ampliação do benefício

Existe uma forte possibilidade de o Congresso Nacional expandir o benefício do Reintegra para além das empresas inicialmente contempladas. A medida, que atualmente está fixada em 0,1% e será elevada para 3% especificamente para as empresas afetadas pelo tarifaço, pode ser estendida para outros setores através de articulações parlamentares.

Setores como a Embraer e os produtores de suco de laranja, que não foram diretamente impactados pelas sanções americanas e, portanto, não necessitariam dessa medida compensatória, já demonstram interesse em pleitear o benefício através de seus representantes no Legislativo.

A possível extensão do benefício fiscal tem gerado preocupações quanto ao impacto nas contas públicas, uma vez que o Reintegra opera fora da meta fiscal. A medida original visa compensar específicamente as empresas afetadas pelo tarifaço, mas sua ampliação poderia transformá-la em uma ampla desoneração setorial.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
Acompanhe Economia nas Redes Sociais