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Anfavea: produção de veículos tem queda de 8,2% em novembro

Presidente da Associação destaca que Selic a 15% ao ano foi decisiva para o resultado e diz que projeção de aumento de 7,8% na produção em 2025 "muito provavelmente não vai se realizar"

Fabrício Julião, da CNN Brasil, em São Paulo
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No acumulado de 2024, a produção cresceu 9,7%, para 2,55 milhões de veículos  • Foto: Nacho Doce/Reuters
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A Anfavea divulgou nesta segunda-feira (8) os resultados do setor de automóveis em novembro deste ano, com queda nas principais frentes analisadas.

A produção de veículos caiu 8,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto as vendas apresentaram o melhor mês de 2025, com média diária de 12,6 mil, mas ainda abaixo do que foi registrado em novembro de 2024.

Durante coletiva de imprensa da divulgação dos dados, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, admitiu que os resultados abaixo do esperado devem fazer com que a projeção da Associação de aumento da produção de veículos este ano não se concretize.

"A nossa projeção da Anfavea para esse ano era de 7,8% de aumento da produção, o que nos dá um gap de 5,2% do que projetamos em relação ao que está até agora realizado. A nossa projeção muito provavelmente não vai se realizar, diante dos resultados que temos acumulado até o mês de novembro", afirmou.

Calvet destaca que o aumento da taxa de juros de 2024 para 2025 e dos juros para pessoa física dificultaram o cenário para aumentar a produção de veículos.

"Em novembro de 2024, tínhamos uma taxa Selic de 11,3%, enquanto hoje nós temos 15%. Lá, em novembro de 2024, tínhamos juros de pessoa física de 26,4%, e agora temos juros de 27,4%. Os componentes juros Selic e juros para pessoa física importam muito para o resultado de um ano para outro. Isso reflete agora na produção", pontuou.

A Anfavea também divulgou que a produção de caminhões apresentou a quarta queda consecutiva, com média mensal de 26%, o que é motivo de preocupação para o setor

A exportação de veículos registrou queda de 13%, causada principalmente pela redução de demanda argentina. Já os importados tiveram aumento e elevaram o estoque para 153 dias (o equivalente a 5 meses de consumo do mercado doméstico).

 

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