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    BC avisa: cortes continuam e a inflação de 2025 importa cada vez mais

    Autoridade monetária reduz juros em 0,5 ponto e passa Selic a 11,25% ao ano

    Prédio do Banco Central em Brasília
    Prédio do Banco Central em Brasília 23/09/2015 REUTERS/Ueslei Marcelino

    Fernando Nakagawada CNN

    São Paulo

    O trabalho do Banco Central (BC) de ancorar as expectativas mira muitos meses à frente. E, nesse esforço, o Comitê de Política Monetária (Copom) indicou nesta noite que está cada vez mais de olho na trajetória dos preços em 2025.

    No comunicado divulgado nesta quarta-feira, o BC argumenta que a redução dos juros para 11,25% “é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta” no que o BC chama de “horizonte relevante”.

    Esse horizonte que importa para a autoridade monetária mudou na comparação com a reunião anterior. Hoje, o BC disse que o horizonte relevante “inclui o ano de 2024 e, em grau maior, o de 2025”. Ou seja, o BC trabalha cada vez mais para acertar a inflação do próximo ano. Esse alvo é cada vez mais importante.

    Na reunião anterior, o horizonte relevante incluía “o ano de 2024 e o de 2025” — sem determinar qual ano tinha mais peso.

    Para 2025, as estimativas do BC para a inflação estão em 3,2% — ligeiramente acima do centro da meta de inflação, de 3%. A expectativa dos economistas ouvidos pela pesquisa Focus é parecida: previsão de IPCA de 3,5% no próximo ano.

    Independentemente dessa mudança de foco, o BC repetiu as mesmas palavras para falar dos próximos passos e novos cortes idênticos — de 0,5 ponto — virão pela frente.

    “Em se confirmando o cenário esperado, os membros do Comitê, unanimemente, anteveem redução de mesma magnitude nas próximas reuniões e avaliam que esse é o ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário”, cita o documento.