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Celular de Nelson Tanure é apreendido em nova operação da PF contra Vorcaro

Segunda fase Operação Compliance Zero cumpriu 42 mandados de busca e apreensão

Elijonas Maia, Vitória Queiroz, da CNN Brasil, Brasília
PF (Polícia Federal) faz buscas durante a segunda fase da operação Compliance Zero  • Reprodução
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O celular do investidor Nelson Tanure foi apreendido durante a segunda fase Operação Compliance Zero. O empresário é um dos alvos da Polícia Federal, que deflagrou nesta quarta-feira (14) a operação que fez buscas em endereços ligados ao dono do Banco Master.

Conforme apurou a CNN, Nelson Tanure estava no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, quando foi abordado por agentes, que realizaram a busca pessoal. O empresário ia embarcar para Curitiba.

A segunda fase Operação Compliance Zero cumpriu 42 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. As medidas foram determinadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que também autorizou o sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.

A operação combate a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o SFN (Sistema Financeiro Nacional). Estão sendo investigados os crimes de gestão fraudulenta, organização criminosa, manipulação de mercados e lavagem de capitais.

Em nota, a defesa de Tanure afirma “tem décadas de experiência no mercado de valores mobiliários” e “jamais enfrentou qualquer processo criminal” relacionado às empresas das quais é ou foi acionista.

A defesa reforça que o empresário não possui vínculo societário com o Banco Master e que sua relação com a instituição se limitou à de cliente, “nas mesmas condições em que é atendido por outras instituições financeiras do mercado”.

Entenda a operação 

A PF (Polícia Federal) deflagrou na manhã desta quarta-feira (14) a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes financeiras no Banco Master.

Ao todo, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Eles foram autorizados pelo ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Além de Daniel Vorcaro, dono do Banco, parentes do banqueiro e empresários ligados a fundos de investimento também foram alvos da operação e serão investigados pelos crimes de gestão fraudulenta, organização criminosa, manipulação de mercados e lavagem de capitais.

A operação resultou no sequestro e bloqueio de bens que superam R$ 5,7 bilhões, incluindo relógios, carros de luxo, um revólver e dinheiro vivo.

De acordo com a PF, as medidas foram necessárias para interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações da primeira fase da Operação, deflagrada em novembro de 2025.

A polícia investiga, entre outros pontos, possíveis operações financeiras fraudulentas entre o Banco Master e fundos administrados pela Reag Trust, uma empresa suspeita de ter ligação com esquemas de lavagem de dinheiro apurados na operação Carbono Oculto, que investiga a relação entre o setor de combustíveis, o PCC e empresas financeiras.

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