CNC: confiança de empresários cai 21% em maio; 57% dizem que pretendem demitir

Segundo a pesquisa, 32% dos empresários acreditam que o comércio irá piorar nos próximos seis meses

Compartilhar matéria

Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC) mostrou que a confiança do empresário teve queda de 21% em maio em meio à crise econômica causada pela pandemia da Covid-19

Para 67% dos entrevistados, as condições atuais da economia são piores do que há um ano. A crise atual fez com que 59% deles demonstrassem intenção em reduzir os investimentos. Além disso, 32% dos empresários acreditam que o comércio irá piorar nos próximos seis meses. 

Além disso, 57% dos empresários disseram ter a intenção de demitir funcionários, em um momento em que a taxa de desemprego no Brasil passou de 11,2% para 12,6% no trimestre finalizado em abril, atingindo 12,8 milhões de pessoas. Os números são do IBGE e foram divulgados na quinta-feira (28).

Leia também:

Bolsonaro institui programa para facilitar crédito a pequenas e médias empresas

Auxílio: Caixa libera saques e transferências da 2ª parcela a nascidos em março

Confira as ações mais indicadas para investir em junho, segundo corretoras

Pior desempenho no comércio

Movimento no centro de Belo Horizonte após a reabertura do comércio
Movimento no centro de Belo Horizonte após a reabertura do comércio
Foto: Alex de Jesus - 25.mai.2020/O Tempo/Estadão Conteúdo

Em abril, o comércio brasileiro registrou o pior resultado em duas décadas. As vendas das lojas caíram 31,8% na comparação com o mesmo mês de 2019, segundo o Indicador da Atividade do Comércio da Serasa Experian. Os dados, divulgados em primeira mão pelo CNN Brasil Business, refletem o agravamento da crise provocada pela pandemia do coronavírus.

Foi a maior queda desde que o indicador começou a ser calculado, em 2001. O pior resultado até então havia sido registrado em janeiro de 2002, quando recuou 16,5%. O índice da Serasa Experian é calculado a partir de consultas com cerca de 6 mil estabelecimentos comercias.

(Edição: Bernardo Barbosa)

Acompanhe Economia nas Redes Sociais