CNPE determina retomada de estudos sobre obras de Angra 3
Decisão sobre retomada da usina nuclear ainda não foi tomada

O CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) aprovou nesta quarta-feira (1º) uma resolução que determina à Eletronuclear e ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) a retomada dos estudos para a continuidade das obras da usina nuclear de Angra 3.
Segundo o MME (Ministério de Minas e Energia), os estudos deverão considerar, no mínimo, a manutenção dos termos do acordo com investimentos firmado entre a Eletrobras e a ENBPar, com a participação de sócio privado, a conclusão do empreendimento com recursos exclusivamente públicos (ENBPar e União); e o detalhamento do custo de abandono do projeto, com avaliação dos impactos para todas as partes envolvidas.
Durante a reunião, o ministro de minas e Energia, Alexandre Silveira, voltou a defender a retomada das obras da usina.
Com 1.405 megawatts (MW) de potência e construção iniciada na década de 1980, Angra 3 teve suas obras interrompidas no auge da Operação Lava Jato.
Um estudo realizado pelo BNDES mostrou que o volume de recursos necessários para conclusão da usina é praticamente o mesmo do custo para abandonar a obra.
Para terminar o empreendimento, é necessário um investimento de R$ 23 bilhões, enquanto o custo para desistir é de R$ 21 bilhões.
Os custos de um possível abandono incluem pagamentos de dívidas com bancos e multas contratuais, indenizações para fornecedores e ressarcimento de benefícios tributários já usufruídos.


