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    Decisão de juros veio em linha com o esperado e Copom deve manter ritmo de cortes, avalia Inter

    Para Rafaela Vitória, novas reduções da mesma magnitude devem ocorrer até o fim do primeiro semestre

    Rafaela Vitória, economista-chefe do Inter
    Rafaela Vitória, economista-chefe do Inter Reprodução CNN

    Da CNN

    em São Paulo

    O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu, nesta quarta-feira (31), reduzir em 0,5 ponto percentual a taxa básica de juros da economia, agora em 11,25%.

    Para Rafaela Vitória, economista-chefe do Inter, a redução veio em linha com a expectativa do mercado e manteve a indicação de novos cortes de mesma magnitude nas próximas reuniões.

    “Sem muita novidade, o Copom manteve o tom de cautela na avaliação de cenário, apesar do cenário um pouco mais benigno na evolução da inflação, principalmente nas medidas de inflação subjacentes”, avalia o banco.

    A especialista diz que a Selic no atual patamar de 11,25%, somada à expectativa de inflação em 3,8% para 2024 e de 3,5% para 2025, significa novos cortes de 0,5 ponto até que haja uma discussão sobre a desaceleração do ritmo — o que, segundo ela, deve acontecer somente no fim do primeiro semestre.

    O Inter também pontua a ausência de mudanças no balanço de riscos, com destaque para a necessidade de “serenidade e moderação”, considerando a ancoragem apenas parcial das expectativas de inflação de longo prazo.

    Nas projeções, o BC manteve a expectativa para a inflação de 3,5% em 2024 de 3,2% em 2025.

    “O comunicado também manteve de fora do balanço de riscos a discussão fiscal. No entanto, o Copom ainda ressalta a importância da execução da meta – já estabelecida
    – na ancoragem das expectativas”, acrescenta a economista.

    Para Rafaela Vitória, a política monetária deve continuar bastante restritiva e o espaço para cortes deve permanecer com alguma folga.

    “O principal risco no cenário permanece sendo a incerteza sobre a meta fiscal e uma possível revisão implicar em desancoragem das expectativas e renovar pressões inflacionárias no mercado de trabalho já perto do potencial”, conclui.