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Efeito negativo do tarifaço nos EUA foi abaixo do esperado, diz economista

Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, afirma que ação de Donald Trump foi "um grande blefe" e não elevou os preços aos consumidores como se temia

Da CNN Brasil
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A economia dos Estados Unidos demonstrou resiliência no terceiro trimestre de 2025, com um crescimento anualizado de 4,4%, conforme dados do Departamento de Comércio.

Este desempenho robusto contrariou expectativas anteriores, especialmente considerando as preocupações sobre o impacto das tarifas impostas por Donald Trump ao longo do último ano.

Ao CNN Money, Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, aponta que a elevação das taxas de importação não causou os efeitos negativos que muitos analistas previam.

 

 

"O tarifaço acabou sendo não mais que um grande blefe, ou quando entrou em vigor, foi repleto de exceções", explica.

Sanchez destacou que, apesar do método por vezes "belicoso" e "agressivo" utilizado nas políticas internacionais, os Estados Unidos têm se mostrado um grande vencedor nesse cabo de guerra com o resto do mundo

O economista observou que várias empresas prometeram grandes investimentos nos EUA, e o crescimento econômico continua forte sem que os preços avancem na proporção que se temia.

"A punição prevista era que os Estados Unidos entrariam numa onda protecionista e isso tenderia a elevar os preços aos consumidores. Isso não vem ocorrendo, o que vem ocorrendo é um sobreaquecimento da atividade econômica".

Política monetária e perspectivas

Quanto à política monetária, Sanchez observou que o Fed (Federal Reserve) mantém os juros relativamente altos e restritivos, mas a economia americana parece menos sensível a essas medidas do que em momentos anteriores.

Ainda assim, ele prevê uma desaceleração da atividade econômica para o quarto trimestre e ao longo de 2026.

Sobre os próximos passos do Fed, o economista considera que a solidez do mercado de trabalho americano e o aquecimento econômico estão adiando perspectivas de novos cortes nas taxas de juros.

"A próxima reunião, aparentemente, já saiu da mesa, sobrou apenas uma probabilidade residual", comentou, sugerindo que os cortes poderiam ser protelados possivelmente até maio.

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