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Em meio a Caso Master, bancos farão aporte extra de R$ 32,5 bi no FGC

Recolhimento da antecipação correspondente a 60 meses vai ocorrer ainda no dia 25 deste mês

João Nakamura e Lucinda Pinto, da CNN Brasil, em São Paulo
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O Conselho de Administração do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) deliberou nesta quinta-feira (5) a antecipação de contribuições ordinárias por parte dos membros do SFN (Sistema Financeiro Nacional).

O Fundo informou que os bancos irão realizar um aporte extra estimado em R$ 32,5 bilhões para recomposição de caixa do FGC. O recolhimento da antecipação correspondente a 60 meses vai ocorrer ainda no dia 25 deste mês.

"A medida tem por finalidade assegurar a solidez patrimonial do FGC e garantir a plena capacidade de cumprimento de suas obrigações, em estrita observância à legislação vigente e às disposições estatutárias", diz o fundo em nota.

O movimento é realizado em meio aos pagamentos no contexto do Caso Master. Até esta quinta, já foram pagos R$ 38,4 bilhões em garantias a credores do conglomerado Master, cifra que representa 94% do montante total a ser pago.

Aproximadamente 675 mil credores já receberam as indenizações, correspondente a 87% do número total.

Questionamento ao FGC

A operação evidencia o impacto financeiro do Caso Master no SFN e levanta questionamentos sobre as regras de funcionamento do FGC.

O valor a ser aportado pelos bancos, embora expressivo, não cobre integralmente os quase R$ 40 bilhões já desembolsados pelo fundo, deixando um déficit de aproximadamente R$ 6 bilhões.

O episódio tem gerado debates sobre a necessidade de ajustes nas normas que regem o FGC. Entre as propostas em discussão está o estabelecimento de limites para a utilização do fundo pelos bancos, vinculados ao volume de CDBs emitidos.

Isso aumentaria a responsabilidade das instituições financeiras que se valem da segurança proporcionada pelo fundo.

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