Em meio a impasse, Lula diz que acordo favorece mais UE que Mercosul

Em entrevista coletiva com a imprensa, o presidente brasileiro disse que o Mercosul está 100% disposto a concretizar o acordo, mesmo não ganhando tudo o que desejava

Da CNN Brasil
Compartilhar matéria

Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia é mais favorável aos europeus do que aos países do bloco sul-americano. A declaração foi feita durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (18), quando o presidente brasileiro comentou sobre as negociações que já duram 26 anos.

"Há 26 anos estamos tentando fazer um acordo, e nas conversas e tratativas que tivemos com a União Europeia, eles assumiram o compromisso de que esse ano a gente fecharia o acordo", apontou Lula.

Lula destacou que, apesar de não obter todos os benefícios desejados, o Mercosul está completamente disposto a concretizar o acordo. "O Mercosul está 100% disposto a fazer o acordo, mesmo não ganhando tudo o que a gente queria ganhar. O acordo é mais favorável à União Europeia do que a nós", afirmou.

O presidente brasileiro explicou a importância política do tratado comercial, que envolve cerca de 722 milhões de pessoas e movimenta aproximadamente 22 trilhões de dólares. "Nós dissemos para eles que esse acordo é extremamente importante do ponto de vista político, porque é um acordo que vai dar uma resposta de sobrevivência e de sobrevida do multilateralismo àqueles que querem construir o unilateralismo", declarou.

 

Resistências europeias ao acordo

Durante a entrevista, Lula mencionou que sempre soube da oposição da França ao acordo. Ele revelou ter conversado várias vezes com o presidente francês Emmanuel Macron e até mesmo com sua esposa, Brigitte Macron, a quem pediu para "abrir o coração do Macron para fazer o acordo com o Brasil".

O presidente brasileiro argumentou que a França não tem muito a perder com o acordo, uma vez que os países produzem itens diferentes. "Se nós tivermos capacidade de produzir carne de boi, de porco, melhor do que eles, paciência. O francês tem o direito de escolher o que é melhor para ele", afirmou.

Lula também revelou que conversou com a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, após a Itália se juntar à França na resistência ao acordo. Ele esclareceu que a data de 20 de dezembro para a assinatura do tratado não foi proposta pelo Brasil, mas pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e pelo ex-primeiro-ministro português António Costa.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
Acompanhe Economia nas Redes Sociais