Endividamento no Brasil é acima da média de emergentes, diz economista

Gabriel Barros aponta que descontrole fiscal brasileiro limita medidas para aliviar endividamento das famílias, que atingiu patamares recordes

Da CNN Brasil
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O endividamento dos brasileiros atingiu níveis alarmantes, deixando o governo federal e o sistema financeiro em estado de alerta.

O comprometimento da renda e o atraso para quitar dívidas alcançaram patamares recordes, conforme apontam diversos indicadores do BC (Banco Central), Serasa e da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), revelando um cenário crítico para as finanças pessoais dos brasileiros.

Em entrevista ao CNN Money, Gabriel Barros, economista da ARX Investimentos, destacou que a situação fiscal do país está minando a capacidade de resolver a questão do endividamento.

"Temos uma dívida 25 pontos percentuais do PIB acima da média dos [paíeses] emergentes", afirmou Barros, caracterizando o Brasil como um ponto fora da curva.

Segundo o economista, o problema é multifacetado.

"Falta coordenação entre a política fiscal e monetária no Brasil. Também não temos credibilidade das regras fiscais. Temos visto o governo gastando por fora das regras de forma recorrente", explicou.

Ele ressaltou ainda que o déficit real é muito superior ao que está no orçamento, justamente porque muitas despesas são excluídas tanto do limite de gasto quanto da meta de resultado primário.

Juros elevados e problemas estruturais

Barros também abordou a questão dos juros altos no país, frequentemente apontados como vilões do endividamento.

"O fiscal é o piloto, a política monetária é o passageiro. Então, a taxa de juros, no fundo, quem define a taxa de juros de equilíbrio do país é a política fiscal", esclareceu.

O economista alertou sobre o contágio do problema fiscal nas taxas de juros, citando o juro real da NTN-B (Tesouro IPCA) em torno de 7,5%, patamar muito elevado e próximo de períodos institucionalmente conturbados no Brasil.

"Isso revela que há sim um contágio dessa falta de credibilidade, dessa falta de harmonia entre a política fiscal e monetária para o juro longo", pontuou.

Soluções estruturais são necessárias

Para Barros, medidas temporárias como o Desenrola Brasil não resolvem o problema de forma permanente.

"É enxugar gelo, tem que atacar a raiz do problema", afirmou.

Ele defende que são necessárias ações mais estruturais, como investir em educação financeira. O economista também mencionou a necessidade de melhorar a segurança jurídica e a execução de garantias no sistema financeiro, que contribuem para os juros elevados em modalidades como cartão de crédito e cheque especial.

"Esse problema de lastro, de execução de garantia, que é um problema de conexão entre economia e direito, precisa ser endereçado para que a gente possa dar essa segurança jurídica", concluiu.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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