Fictor alega que "crise" gerada por Master levou à recuperação judicial

Desde a liquidação do Master, 71% dos sócios participantes da Fictor pediram retirada de seus aportes

Danilo Moliterno, da CNN Brasil, São Paulo
Compartilhar matéria

O Grupo Fictor, que entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo neste domingo (1º), alega que a “crise reputacional” gerada pela tentativa de compra do Banco Master contribuiu para a deterioração da situação financeira da instituição.

Até a véspera da liquidação do Banco Master, a Fictor havia recebido aproximadamente R$ 3 bilhões em aportes por meio de seus sócios participantes. A partir desta data até o último dia 30, os pedidos de retirada de dinheiro alcançou cerca de 71% deste montante. É o que alega a instituição.

Além disso, o grupo indica que, como reflexo da crise de credibilidade, enfrentou corte e revisão de uma série de contratos comerciais, o que levou à necessidade de liquidação de ativos descritos como “estratégicos” para a recomposição de seu caixa.

Neste período, fornecedores e stakeholders pediram esclarecimentos sobre a estrutura do Grupo Fictor, incluindo beneficiários finais, vínculos societários e informações detalhadas sobre a possível aquisição do Banco Master.

“Assim, os desdobramentos do caso Banco Master desencadearam um efeito em cadeia sobre a Fictor, marcado por perda de confiança, exposição negativa contínua, retração de parceiros, corrida por retiradas e o consequente impacto direto no fluxo de caixa operacional da empresa, exigindo ajustes emergenciais de liquidez e reestruturação operacional como um todo”, aponta.

A CNN Brasil procurou o Banco Master. A defesa da instituição e de Daniel Vorcaro informou que não vai comentar o pedido de recuperação judicial da Fictor.

Acompanhe Economia nas Redes Sociais