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    FMI elogiou reformas, superávit e queda da inflação, diz Argentina após reunião

    Javier Milei se reuniu com diretora do FMI, Kristalina Georgieva, durante cúpula do G7, na Itália

    O presidente da Argentina, Javier Milei
    O presidente da Argentina, Javier Milei 05/01/2024 - REUTERS/Horacio Cordoba

    Luciana Taddeoda CNN Buenos Aires

    A Casa Rosada qualificou nesta sexta-feira (14) como “muito bem-sucedida” a reunião entre o presidente da Argentina, Javier Milei, e a diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, durante a cúpula de líderes do G7, na Itália.

    A reunião acontece um dia após o FMI liberar cerca de US$ 800 milhões para Argentina, argumentando que os recursos são destinados a apoiar esforços de garantir a desinflação, reconstruir reservas e consolidar a recuperação.

    Os fundos são parte do empréstimo de US$ 44 bilhões negociados pelo ex-presidente Mauricio Macri em 2018. Com os recentes US$ 800 milhões, a Argentina já soma US$ 41,4 bilhões contraídos com o Fundo.

    Segundo a presidência argentina, a diretora do fundo cumprimentou Milei “pelos avanços nas reformas econômicas”, particularmente a aprovação pelo Senado na última quarta-feira (12) da Lei de Bases, que promoverá uma reestruturação da administração pública, de leis trabalhistas e de outros setores da economia.

    Em comunicado, a Casa Rosada também afirma que Georgieva destacou a redução da inflação – que atingiu 4,2% em maio, menos da metade do índice registrado em abril e o mais baixo desde janeiro de 2022 -, além das medidas tomadas pelo governo para esse feito.

    Segundo o governo Milei, Georgieva também teria elogiado a Argentina “por sua notável conquista na redução do déficit fiscal, sinalizando que o país já conseguiu um superávit fiscal no mês de maio”.

    No primeiro trimestre, a Argentina atingiu seu primeiro superávit fiscal em mais de 10 anos e, segundo a Casa Rosada, maio foi o quinto mês consecutivo com as contas fora do vermelho.

    “Ambas as partes expressaram seu compromisso de continuar trabalhando juntas para desenvolver e implementar uma estratégia a longo prazo para o crescimento econômico sustentável. Esta colaboração ressalta a forte e produtiva relação entre a Argentina e o FMI, com ambas as partes dedicadas a conseguir objetivos mútuos em benefício da população argentina”, diz o comunicado.

    Nesta quinta-feira (13), ao anunciar o novo desembolso para a Argentina, o FMI afirmou que o programa econômico do governo “contiua firmemente encaminhado”, e que todas as metas quantitativas de desempenho foram cumpridas pelo país até março deste ano.

    O organismo afirmou também que “para manter o progresso é preciso melhorar a qualidade do ajuste fiscal, dar os primeiros passos na direção de uma atmosfera melhorada de política monetária e cambial, e aplicar reformas para desbloquear o crescimento, o emprego formal e os investimentos”.

    O FMI também argumenta que é necessário “continuar os esforços para apoiar os mais vulneráveis, ampliar o apoio político e garantir uma implementação ágil das políticas”.

    Apesar do mérito de Milei na redução da inflação, a desaceleração acontece sobre níveis elevados de preços, que dispararam desde agosto do ano passado – mês das eleições primárias do país – e chegaram ao ápice de aumentos em dezembro, quando o índice atingiu 25,5%.

    A pobreza na Argentina chegou a 55,5% da população e a miséria a 17,5% no primeiro trimestre deste ano, segundo estudo conjunto do Observatório da Dívida Social Argentina e da Cáritas.

    De acordo com uma pesquisa do instituto Zurbán Córdoba realizada em maio, 41,4% dos entrevistados afirmam que chegam ao fim do mês com dificuldade, 41,2% dizem que não chegam e somente 16,5% respondem que conseguem economizar.

    Apesar da dificuldade, segundo o estudo, o atual governo conta com 46,6% de aprovação e o sentimento mais citado pelos entrevistados quando questionados sobre o atual estado do país é “esperança”, em 29% das respostas.