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    Haddad manda recado ao BC após dados de emprego: “Peço que não se assuste”

    Copom indicou que uma de suas preocupações em relação à inflação é a aceleração do mercado de trabalho e dos rendimentos

    Ministro da Fazenda, Fernando Haddad
    Ministro da Fazenda, Fernando Haddad 18/10/2023 REUTERS/Adriano Machado

    Danilo Moliternoda CNN

    em São Paulo

    “Peço para que o Banco Central não se assuste”. Este foi o recado do ministro da Fazenda Fernando Haddad à autoridade monetária após a divulgação de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), nesta quarta-feira (27). O petista discursou em evento em São Paulo.

    O Brasil abriu 306.111 vagas de emprego formal em fevereiro, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego. Os cinco grandes setores da economia registraram saldo positivo no mês.

    Em sua última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC sinalizou que pode diminuir o ritmo de cortes de juros a partir de junho. A ata do encontro indicou que uma das preocupações do colegiado em relação à inflação é a aceleração do mercado de trabalho e dos rendimentos.

    “A taxa de juros está caindo e tem espaço para cair. Peço para que o Banco Central não se assuste com o número de empregos gerados no mês passado. Não há razão para apreensão. Uma economia pode crescer com baixa inflação”, disse.

    Desde agosto do ano passado a Selic recebe, a cada 45 dias, cortes de 0,5 ponto percentual, e o BC indica que pode sinalizar este ciclo. A taxa de juros está em 10,75% ao ano atualmente.

    Haddad destacou que a inflação, segundo estimativas, deve convergir para próxima do centro da meta, neste ano. Relembrou também que, em 2023, a métrica ficou dentro da margem de tolerância da meta.

    O petista reiterou a crença de que o PIB potencial do Brasil está subestimado e afirmou mesmo “economistas conservadores” já reavaliam suas mensurações. O PIB potencial mostra a capacidade de um país crescer sem impactar a inflação.

    “Creio que se o Brasil crescer menos que a média mundial nos próximos anos, com as políticas que estão sendo adotadas, há algo muito errado, visto as vantagens comparativas do país”, completou.