Hugo apoia reajuste do MEI e sinaliza aprovação na Câmara

Presidente da Casa Baixa ainda defendeu flexibilizar número de funcionários permitidos para categoria de microempresários, diante de discussões sobre redução da jornada de trabalho

Beatriz Oliveira, colaboração para a CNN Brasil, em São Paulo
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (26), em entrevista à CNN Brasil, que levou ao presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) a proposta para um reajuste no teto de faturamento para os MEIs (Microeemprendedores Individuais).

"Mas eu, pessoalmente, defendo que esse valor seja ajustado. Esse é um anseio da Câmara, e já venho sendo cobrado há muito tempo para que esse projeto seja votado. Sabemos que existe um impacto fiscal, por isso há uma conversa com o governo para que aquilo que a Câmara venha a aprovar seja, de fato, algo que possa ser sustentado pelas contas públicas", explicou Hugo.

Hoje, um MEI pode ter um faturamento anual de até R$ 81 mil e tem direito à contratação de, no máximo, um funcionário com carteira assinada, que receba o piso da categoria ou o salário mínimo.

A princípio, a proposta do Legislativo aumenta o limite de faturamento de MEI para R$ 130 mil e passa a permitir a contratação de até dois empregados.

Segundo o presidente da Casa Baixa, há um estudo em andamento para definir o valor final do reajuste, e as conversas com a equipe do governo federal serão retomadas nos próximos dias.

"O presidente Lula foi muito sensível a isso e determinou que o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, já realizasse o estudo, junto ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, para que uma proposta seja apresentada e possamos promover uma mudança na atual lei dos MEIs", disse.

"Esse valor está defasado há muitos anos, e essa correção possibilita que esses trabalhadores, que atuam para essas empresas possam, com esse aumento do faturamento, ter essa atualização e a condição de trabalhar dentro da legalidade, sem sonegação de impostos ou maquiagem do faturamento", pontuou Hugo.

O presidente da Câmara ainda defendeu que, diante da proposta do fim da escala 6x1, exista uma discussão para flexibilizar o número de funcionários permitidos para a categoria de microempresários.

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