Não acredito em mudança na transição, diz Hugo sobre fim da 6x1

Presidente da Câmara avaliou como "justa" a regra com prazo de 14 meses para chegar às 40 horas semanais

Da CNN Brasil, Brasília
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), descartou nesta terça-feira (26), à CNN Brasil, mudanças no período de transição acordado para o fim da jornada de trabalho 6x1. Ele afirmou ter "plena convicção" de que a Casa "fará história" e aprovará a proposta nesta semana.

"Não acredito em mudança na transição. Penso que a transição de um ano é justa. Há muito tempo a classe trabalhadora espera por essa mudança", disse Hugo em entrevista. O parecer da proposta foi apresentado na segunda-feira (25) após acordo com o governo.

Pelo texto, após 60 dias da promulgação da proposta, o trabalhador terá direito a dois dias de descanso e a redução de 44 horas semanais para 42 horas. Após um ano, haverá nova redução de duas horas para chegar às 40 horas. O texto prevê uma transição total de 14 meses.

A proposta está em análise em uma comissão especial da Câmara e a intenção de Hugo Motta é votar o texto em plenário na quinta-feira (28). Para ele, os setores econômicos irão se adaptar e haverá ganhos de produtividade com a nova escala.

Hugo Motta também afirmou ter tido diálogo "bastante construtivo" com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na segunda-feira (25) quando debateu a proposta. "Ao final, a convergência se deu na ampla maioria dos pontos", declarou.

Em relação à análise no Senado, ele negou ter acordado um cronograma com o presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (Uniãi-AP), mas disse acreditar que o texto deve ser aprovado.

Sobre a relação entre Lula e Alcolumbre, o presidente da Câmara afirmou que tem buscado ajudar na interlocução entre os dois, após o tensionamento causado com a rejeição do nome de Jorge Messias para uma vaga ao Senado.