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    Inadimplência atinge recorde de 68 milhões de pessoas em agosto, diz Serasa

    Crescimento desacelerou, no entanto, por causa da maior busca por renegociações das dívidas; em agosto, foram 2,8 milhões de acordos, 22% a mais do que em julho

    Segundo a Serasa Experian, o número de inadimplentes sobe há oito meses consecutivos e atingiu o patamar mais elevado desde a criação da série histórica, em 2016
    Segundo a Serasa Experian, o número de inadimplentes sobe há oito meses consecutivos e atingiu o patamar mais elevado desde a criação da série histórica, em 2016 Mikhail Nilov/Pexels

    Lucas JanoneThayana Araújoda CNN

    no Rio de Janeiro

    A inadimplência no país voltou a bater recorde, segundo o levantamento mais recente da Serasa Experian.

    Quase 68 milhões (67.976.241) de brasileiros tinham contas em atraso no mês de agosto, uma alta de 0,5% em relação a julho – ou 300 mil novas pessoas.

    Segundo a Serasa Experian, o número de inadimplentes sobe há oito meses consecutivos e atingiu o patamar mais elevado desde a criação da série histórica, em 2016.

    No entanto, o crescimento desacelerou por conta do volume de negociações de dívidas. Em agosto, foram 2,8 milhões de acordos, 22% a mais do que em julho.

    Para o especialista da Serasa Fernando Gambaro, o resultado está atrelado à Ação de Parcelamento sem Juros, um mutirão nacional que envolveu 50 das maiores empresas do país.

    “Estamos percebendo que o movimento de contração de dívidas está arrefecendo e, consequentemente, o volume de inadimplentes deve diminuir para os próximos meses. Os brasileiros estão com um orçamento apertado e perceberam que o parcelamento é a solução neste momento”, avaliou Gambaro.

    Entre os acordos para pagamento de dívidas, as mulheres são as que mais renegociaram, 54%, enquanto os homens totalizaram 46%.

    Em relação à faixa etária, consumidores de 30 a 40 anos lideraram com 30%. Já a geração Z, formada por jovens de até 25 anos, representa 22% do total de agosto.

    O levantamento da Serasa mostra que as dívidas com maior representatividade entre os inadimplentes no país seguem com o grupo de Bancos e Cartões (28,8%), seguido por contas básicas como água, gás e luz (22,1%) e financeiras (13,8%).