Inadimplência avança e bate recorde histórico em maio, aponta BC

Resultado ocorre no mês de lançamento do Desenrola 2.0, programa do governo para renegociar dívidas

Pedro Zanatta, Vitória Queiroz, da CNN Brasil, São Paulo e Brasília
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A taxa de inadimplência média das operações de crédito subiu para 4,7% em maio e atingiu um recorde histórico. O dado representa a maior taxa da série histórica, iniciada em março de 2011. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (1), pelo BC (Banco Central).

Em abril, o indicador somou 4,6%, ou seja, houve um aumento de 0,1 ponto percentual no mês de maio. Esse recorde histórico ocorre no mês em que o governo lançou o Desenrola 2.0, nova versão do programa de renegociação de dívidas.

O Banco Central considera em seu indicador as operações de crédito com atraso superior a 90 dias. O indicador vale tanto para pessoas físicas quanto para as empresas.

No caso da inadimplência das empresas, o dado subiu para 3,24% em maio, após resultado de 3,1% em abril. Esse é o maior percentual desde novembro de 2017.

Endividamento em alta

O endividamento entre os brasileiros também segue alto.

Ainda de acordo com o relatório do BC, o endividamento das famílias situou-se em 49,8% em abril, ficando estável no mês. Na comparação em 12 meses, houve um aumento de 0,9 ponto percentual.

O comprometimento de renda também permaneceu estável em abril, em comparação a março. Em 12 meses, o indicador aumentou 1,1 p.p, situando-se em 28,2%.

Os dados constam no Relatório de Estatísticas Monetária e de Crédito divulgado nesta quarta-feira (1°) pela autoridade monetária.

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