"Índice de Miséria" deve atingir baixa histórica em 2026, diz Santander
Pesquisa do banco indica melhora na qualidade de vida dos brasileiros com redução no desconforto econômico, puxada principalmente pela resiliência do mercado de trabalho
O Brazil Macro Special Report, uma pesquisa realizada pelo Santander, prevê que o "Índice de Miséria" atingirá a mínima história no primeiro semestre deste ano, sobretudo pela melhora do mercado de trabalho doméstico.
Atualmente, o índice de desconforto econômico está em 11%. O levantamento prevê que o nível deve chegar a cerca de 9% na primeira metade de 2026, representando o menor patamar da série histórica, iniciada em 2012.
Após atingir essa mínima, o indicador deve subir levemente para algo entre 9,5% e 10% até o final do ano, ainda em níveis considerados baixos, mostram estimativas do banco.
Em entrevista ao CNN Money nesta quarta-feira (18), Henrique Danyi, economista do Santander, explicou que indicador combina a taxa de inflação de 12 meses e a taxa de desemprego do país, funcionando como um termômetro do bem-estar econômico da população.
"Esse indicador responde duas questões ao mesmo tempo: se o dinheiro das pessoas é suficiente para suas necessidades e se sua fonte de renda é estável".
Mercado de trabalho como motor da melhora
Segundo o economista, a maior parte da queda no índice de desconforto econômico pode ser atribuída ao desempenho do mercado de trabalho.
O desemprego caiu a 5,1% no trimestre encerrado em dezembro do ano passado, menor taxa de desocupação desde a série histórica iniciada em 2012, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Nos três últimos meses de 2026, a população desocupada no Brasil ficou em 5,5 milhões.
"Quando a gente fala dessa melhora generalizada que tivemos nos últimos anos, muito disso foi puxado pelo mercado de trabalho, pela resiliência que vemos recentemente", destacou Danyi.
O estudo também revelou diferenças regionais importantes. Vitória (ES) apareceu como destaque positivo na região Sudeste, apresentando os menores índices de desconforto econômico da região. Já a região Sul mostrou maior uniformidade entre suas regiões metropolitanas.
Norte e Nordeste, embora também estejam em trajetória de queda, ainda mantêm patamares acima da média nacional.


