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    Lego desiste de produzir peças com plástico reciclado

    Segundo a fabricante de brinquedos, testes mostraram que iniciativa não reduziria emissões de carbono

    Anna Coobanda CNN Londres

    A Lego abandonou planos de fabricar as peças de seus brinquedos a partir do plástico de garrafas recicladas.

    A empresa alega que esse processo de fabricação seria mais poluente do que o atual, que produz plástico à base de petróleo.

    A fabricante de brinquedos tomou a decisão depois de passar anos testando tereftalato de polietileno reciclado (PET) como uma alternativa mais ecológica ao material acrilonitrila butadieno estireno (ABS) que usa na maioria de seus brinquedos.

    Busca por sustentabilidade

    A Lego comprometeu-se a utilizar apenas materiais sustentáveis ​​nos seus produtos e reduzir as suas emissões de carbono em 37% até 2032 – em comparação com os números de 2019 – e, há dois anos, revelou um protótipo de peça feito de PET reciclado. O plástico usado era proveniente de garrafas normalmente usadas para água ou refrigerante.

    Contudo, com os testes realizados desde então, a empresa descobriu que a produção a partir de material reciclado exigiria investimento em novos equipamentos e envolveria etapas extras na confecção dos produtos, o que acarretaria em mais poluição, disse um porta-voz da empresa à CNN na segunda-feira (25).

    A iniciativa da Lego sublinha as limitações das empresas ao tentar adaptar os seus produtos e processos em resposta à crise climática.

    “Decidimos não avançar na fabricação de peças a partir de PET reciclado depois de mais de três anos de testes, pois descobrimos que o material não reduzia as emissões de carbono”, disse o porta-voz.

    Os testes também descobriram que o plástico reciclado não era tão durável e seguro quanto o ABS e não tinha o mesmo “poder de aderência” do material, que permite que os tijolos grudem uns nos outros e sejam separados facilmente, acrescentou o porta-voz.

    No entanto, a Lego “não abandona o seu esforço para fabricar tijolos isentos de óleo” e continua “totalmente empenhada em fabricar peças a partir de materiais sustentáveis ​​até 2032”.

    O PET reciclado é apenas um entre centenas de materiais que a empresa testou como um potencial substituto para o ABS, disse o porta-voz.

    Veja também: Reciclagem errada de plástico pode trazer riscos à saúde

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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