Margem Equatorial: Navios "extras" para resgate animal destravaram licença

Em última revisão de plano, Petrobras adicionou três novas embarcações e terá um total de nove navios dedicados a atuar em hipotético acidente

Danilo Moliterno, da CNN Brasil
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O “ponto de virada” para a Petrobras obter a licença de perfuração de um poço exploratório na Foz do Amazonas foi a adição de três embarcações ao PPAF (Plano de Proteção e Atendimento à Fauna), segundo fontes do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

O órgão ambiental havia aprovado no final de setembro a última etapa do licenciamento — a APO (Avaliação Pré-Operacional) — mas pediu à companhia adequações nos planos apresentados previamente e no estudo ambiental.

O Ibama pediu adequações devido a ocorrências na APO. Como mostrou a CNN, um dos problemas foi que, a fim de cumprir prazos para resgate de animais durante o exercício, a Petrobras teria deixado “descobertas” áreas que precisavam ter embarcações de prontidão.

Na revisão do plano, a Petrobras adicionou três embarcações à operação, totalizando nove. Agora haverá três navios em alto mar, nas proximidades do poço, sendo que dois estarão de prontidão desde o início da exploração; dois, próximos à linha costeira; e outros quatro, para apoio, no Rio Oiapoque.

A Petrobras apresentou o plano revisado em uma reunião no último dia 15. Após a complementação da companhia, aumentou o consenso entre os técnicos pela licença. A CNN mostrou que após a realização da APO houve divisão quanto a aprovação do simulado.

Resgate à fauna

A revisão do plano para resgate à fauna é uma das principais demandas do Ibama desde o início do licenciamento. A Petrobras teve de construir uma unidade para salvamento de animais — em caso de emergência decorrente de perfuração — em Oiapoque, município do norte do Amapá.

Acontece que, em caso de um acidente durante a perfuração, é necessário garantir que o transporte do animal a uma base de reabilitação ocorra em no máximo 24 horas (caso haja estrutura para “estabilizá-lo” no caminho).

Antes, a instalação mais próxima do local da perfuração estava em Belém, capital paraense, a uma distância percorrida entre 22 horas e 31 horas. O centro de Oiapoque pode ser alcançado entre 10 horas e 12 horas. Além disso, a Petrobras garantiu capacidade de estabilizar o animal em suas embarcações no trajeto.

Veja as três embarcações da Petrobras que estarão em alto mar na operação:

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