Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caem com mercado de trabalho estável
Departamento do Trabalho informou que os pedidos iniciais caíram em 11.000, para 207.000 em com ajuste sazonal, na semana encerrada em 11 de abril

O número de americanos que entraram com pedidos de auxílio-desemprego caiu na semana passada, sugerindo que as condições do mercado de trabalho permaneceram estáveis, embora os empregadores estejam cautelosos quanto à contratação de novos trabalhadores já que o conflito no Oriente Médio lança uma sombra sobre a economia.
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 11.000, para 207.000 em com ajuste sazonal, na semana encerrada em 11 de abril, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira (16). Economistas consultados pela Reuters previam 215.000 pedidos para a última semana.
Os pedidos permanece em uma faixa de 201.000 a 230.000 para este ano. Embora as demissões permaneçam baixas, o choque do preço do petróleo decorrente da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã pode estar prejudicando as contratações.
O relatório Livro Bege do Federal Reserve, divulgado na quarta-feira (15), mostrou que "vários distritos observaram um aumento na demanda por trabalhadores temporários ou terceirizados, já que as empresas permaneceram cautelosas em relação a contratações permanentes".
O relatório, baseado em informações coletadas no início de abril, também observou que o conflito no Oriente Médio "foi citado como uma importante fonte de incerteza que complicou a tomada de decisões sobre contratações, preços e investimento de capital, com muitas empresas adotando uma postura de esperar para ver".
Os preços do petróleo subiram mais de 35% desde o início da guerra, no final de fevereiro. Os preços mais altos do petróleo aumentaram os preços ao consumidor e ao produtor em março, segundo dados recentes do governo. O presidente Donald Trump impôs um bloqueio ao Estreito de Ormuz, interrompendo o comércio marítimo que entra e sai do Irã.
O mercado de trabalho já estava em um padrão de contenção antes da guerra, o que os economistas atribuem à incerteza decorrente das tarifas de importação e das deportações impostas por Trump. O conflito no Oriente Médio foi apenas mais uma camada de incerteza para as empresas, disseram os economistas.


