Pix é fundamental e não gera vantagens competitivas, diz Isaac Sidney

Presidente da Febraban diz estar tranquilo em relação às investigações americanas sobre a ferramenta financeira

Manuela Miniguini, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
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Segundo o presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Isaac Sidney, a investigação dos Estados Unidos sobre o Pix não deve ser motivo de alarde. Isso porque, de acordo com ele, o meio de pagamento "tem sido fundamental para a bancarização e não gera vantagem competitiva", diferente do que declarou a USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) na última segunda-feira (1°).

No início da semana, a representação comercial do governo de Donald Trump propôs a imposição de tarifas de 25% sobre todas as importações brasileiras, salvo exceções, sendo um dos motivos alegados a atividade prejudicial do Pix para as empresas americanas.

De acordo com Sidney, isso não é verdade. "Isso se deve a informações incompletas, tem algum mal-entendido. Não faz sentido enxergar no Pix problemas anticompetitivos ou que seja um trilho para escoar recursos ilícitos. É super bem regulado",afirmou.

O presidente da federação também alegou que todas as instituições financeiras vinculadas à Febraban têm condições de prestar as informações necessárias ao governo norte-americano, além de adicionar que o meio de pagamento tem sido essencial para o aumento do consumo no país.

"Não temos a visão de que haverá impactos relevantes no sistema do Pix devido a essa alegação, estamos tranquilos com isso. Não há motivos para alarde", salientou.

Isaac Sidney participou do Fórum de Lisboa, evento anual que acontece em Portugal, apelidado de "Gilmarpalooza" por ser organizado pelo ministro decano do STF, Gilmar Mendes.

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