Bancos aceleram ganhos após retirada de sanções dos EUA sobre Moraes

As ações de Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e BTG Pactual avançam cerca de 1%

Diana Ribeiro, da CNN Brasil
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Os principais bancos aceleraram os ganhos nesta sexta-feira (12) após os EUA retirar o ministro Alexandre de Moraes da lista de sanções da Lei Magnitsky.

Por volta das 15h30, as ações de Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e BTG Pactual avançavam cerca de 1%, em movimento de alta imediata ao anúncio do governo americano.

O magistrado havia sido sancionado em julho, na época o parecer alarmou o mercado por sinalizar que poderia haver punição aos bancos que cumprirem a determinação da Lei Magnitsky aplicada pela Casa Branca a Alexandre de Moraes que, entre outras proibições, restringe as movimentações financeiras do ministro pelas instituições financeiras.

No pregão de 19 de agosto, cinco dos principais bancos do Brasil totalizaram perdas de R$ 41,98 bilhões em valor de mercado, impactados pelos receios de punições caso cumpram a Lei Magnitsky.

O que é a Lei Magnitsky?

A Lei Magnitsky é um dispositivo da legislação americana que permite que os Estados Unidos imponham sanções econômicas a acusados de corrupção ou graves violações de direitos humanos.

Aprovada durante o governo de Barack Obama, em 2012, a lei prevê sanções como o bloqueio de contas bancárias e de bens em solo norte-americano, além da proibição de entrada no país.

A legislação foi criada após a morte de Sergei Magnitsky, advogado russo que denunciou um esquema de corrupção envolvendo autoridades de seu país e morreu em uma prisão de Moscou, em 2009. Inicialmente, a lei tinha como foco punir os responsáveis por sua morte.

Porém, em 2016, uma emenda ampliou seu alcance, permitindo que qualquer pessoa envolvida em corrupção ou abusos contra os direitos humanos pudesse ser incluída na lista de sanções.

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