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    Ibovespa volta aos 123 mil pontos e fecha no pior patamar em 6 meses; dólar recua a R$ 5,15

    Petrobras sobe mais de 2% após falas de nova presidente e evita perda maior da bolsa brasileira

    Por volta das 14h30, o principal índice da bolsa paulista caía 0,17%, aos 124.282 pontos
    Por volta das 14h30, o principal índice da bolsa paulista caía 0,17%, aos 124.282 pontos Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

    Da CNN* São Paulo

    Ibovespa e dólar fecharam em queda nesta terça-feira (28), em parte seguindo o quadro internacional de incertezas sobre o início do corte dos juros nos Estados Unidos neste ano pressionando os títulos dos Tesouros para cima.

    No cenário doméstico, o mercado se dividiu em sentimentos mistos com dados da prévia da inflação em maio, enquanto números do superávit de R$ 11,1 bilhões vieram abaixo do esperado pelos analistas.

    No cenário corporativo, destaque para alta da Petrobras um dia após a primeira coletiva da nova presidente, Magda Chambriard, que destacou a capacidade da estatal dar lucros para os acionistas.

    O principal índice do mercado doméstico encerrou a sessão com perda de 0,58%, aos 123.779 pontos, revertendo ganhos vistos nas primeiras horas da sessão.

    Este é o patamar mais baixo do Ibovespa desde 14 de novembro do ano passado, quando encerrou na casa de 123.165 pontos.

    Na mesma direção, o dólar fechou com queda de 0,35% ante o real, negociado a R$ 5,153 na venda.

    Petrobras evita queda maior

    A baixa do Ibovespa foi atenuada pelo avanço sólido dos papéis da Petrobras, em reação as falas da presidente da estatal na véspera afirmando que a estatal será “perfeitamente” capaz de dar retorno aos investidores.

    Os papéis preferenciais (PETR4) ganharam 2,13%, enquanto os ordinários (PETR3) valorizaram 1,76%.

    Ao ser questionada sobre a remuneração ao acionista, Magda disse que trabalhará para isso.

    “Se tem lucro, vai ter lucro, vamos ter dividendos; queremos ter lucro, queremos ter dividendos”, afirmou.

    A nova CEO também reforçou que a sua gestão manterá a política de preços “abrasileirados”, em linha com os procedimentos implantados na administração anterior, em 2023.

    Prévia da inflação e contas públicas

    No noticiário doméstico, investidores dividiram a atenção em dois dados macros.

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou alta de 0,44% da prévia da inflação em maio, segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), com maior peso de saúde e gasolina.

    Apesar da alta ante abril (0,21%), o resultado veio abaixo do esperado pelos analistas, de alta de 0,48%.

    Além disso, nos 12 meses até maio o índice passou a acumular alta de 3,70%, ante 3,77% no mês anterior e expectativa de 3,72%.

    O dado positivo, porém, foi ofuscado pelo superávit primário de R$ 11,1 bilhões do governo central em abril, ante um saldo positivo de R$ 15,640 bilhões no mesmo mês do ano passado.

    Andre Fernandes, head de renda variável e sócio da A7 Capital, pontua que o resultado veio abaixo do esperado pelo mercado, que acaba colocando em “xeque” o trabalho para tentar aliviar as expectativas de inflação.

    Tesouro dos EUA pressiona mercado

    O Ibovespa inverteu sinal na parte da tarde a partir do avanço dos títulos do Tesouro norte-americano, em reação a dados que reforçaram a incerteza em torno do ritmo e do momento do ciclo de flexibilização pelo Federal Reserve (Fed), esperado para começar este ano.

    Mais cedo, o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, reforçou o tom cauteloso recente de membros de autoridades monetárias dos EUA ao afirmar que o BC deve esperar um progresso significativo na inflação antes de cortar os juros.

    *Com Reuters