Ibovespa fecha em queda com impasse entre EUA e Irã; dólar cai a R$ 4,89
Mercado segue atento ao conflito no Oriente Médio após Trump dizer que proposta de paz apresentada é "inaceitável"

O Ibovespa fechou no negativo nesta segunda-feira (11), pressionado por ações sensíveis a juros, com a nova alta do preço do petróleo diante do impasse entre Estados Unidos e Irã reforçando preocupações com a inflação e os próximos passos do Banco Central.
A temporada de resultados também ocupou as atenções, mas nem o resultado robusto do BTG Pactual evitou o fechamento negativo de seus papéis, enquanto as ações da Telefônica Brasil figuraram entre as maiores baixas após lucro aquém das expectativas.
O Ibovespa encerrou o dia em queda de 1,19%, aos 181.908,87 pontos.
Já o dólar à vista fechou em baixa de 0,10%, cotado a R$ 4,8911 na venda.
Em uma sessão de liquidez limitada, o dólar oscilou em margens estreitas e fechou a segunda-feira perto da estabilidade, ainda que no exterior a divisa norte-americana tenha sustentado ganhos ante algumas divisas de países emergentes
No cenário geopolítico, o presidente norte-americano, Donald Trump, considerou "totalmente inaceitável" a resposta do Irã a uma proposta de paz apresentada pelos Estados Unidos. Teerã disse que acreditava que sua proposta era "generosa e responsável".
Tal desfecho sustentou o avanço dos preços do petróleo no exterior, uma vez que adia uma aguardada reabertura do Estreito de Ormuz, rota relevante de transporte da commodity. O barril sob o contrato Brent é negociado a US$ 104.
De acordo com a análise gráfica semanal do Ibovespa da equipe do BB Investimento, há elementos que sinalizam uma possível continuidade da realização no curtíssimo prazo, mas ainda dentro da tendência primária de alta.
"As alternâncias entre os regimes de alta e baixa do Ibovespa, sinais de volatilidade, podem se tornar mais frequentes, considerando três fatores: persistência dos conflitos no Oriente Médio e impactos em inflação e crescimento; proximidade das eleições, período usualmente mais volátil; e descolamento do desempenho do Ibovespa e do comportamento do dólar, que historicamente possuem correlação inversa", acrescentou em nota a clientes.
*Com informações da Reuters


