Petróleo fecha em alta após Trump rejeitar proposta de paz do Irã
Mercado teme uma nova escalada no conflito que manteria o Estreito de Ormuz fechado por ainda mais tempo

Os preços do petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira (1), depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou as últimas condições do Irã para encerrar a guerra, aumentando os temores de uma nova escalada no conflito que manteria o Estreito de Ormuz fechado por ainda mais tempo.
O petróleo WTI para junho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em alta de 2,78%, a US$ 98,07 o barril.
Já o Brent para julho, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 2,88%, a US$ 104,21 o barril.
Em uma publicação no Truth Social no domingo, Trump afirmou que a mais recente proposta de paz do Irã era “totalmente inaceitável”. De acordo com a mídia estatal iraniana, Teerã exige o reconhecimento de sua soberania sobre o Estreito de Ormuz e também requer indenização por danos de guerra.
Os comentários de Trump "apontam na direção de uma nova escalada – potencialmente mais tiroteios – mas acredito que haverá uma nova tentativa de reconciliação", escreveu Neil Wilson, estrategista do banco Saxo, em uma nota.
Os preços do petróleo bruto subiram cerca de 45%, ou cerca de 30 dólares por barril, desde o início da guerra, que bloqueou uma via navegável que normalmente serve de canal para cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás natural.
Embora alguns produtores, incluindo a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, tenham encontrado rotas alternativas para suas exportações, cerca de 10 a 12 milhões de barris de petróleo bruto continuam sem chegar aos mercados globais diariamente, de acordo com analistas.
“Ainda acreditamos que estamos caminhando para um acordo, mas ambas as partes querem ter vantagem nas negociações”, escreveu Mohit Kumar, economista-chefe para a Europa da Jefferies, em uma nota. “Quanto mais tempo o Estreito de Ormuz permanecer fechado, mais negativo será para a economia global.”
*Com informações da CNN Internacional


