Ibovespa fecha em queda com guerra e IPCA-15 no radar; dólar sobe a R$ 5,06

Investidores estão atentos ao noticiário sobre a guerra no Oriente Médio e digerindo os dados de inflação de maio

Diana Ribeiro, da CNN Brasil*
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O Ibovespa fechou no negativo nesta quarta-feira (27), após oscilar sem uma tendência firme no início do pregão, com as ações da Petrobras entre as maiores pressões.

Os investidores analisaram os novos dados de inflação divulgados no Brasil e permanecem atentos ao noticiário sobre a guerra no Oriente Médio, em meio ao declínio dos preços do petróleo no exterior com expectativa pelo acordo entre EUA e Irã.

O Ibovespa encerrou o dia com baixa de 0,48%, aos 175.744,37 pontos.

Já o dólar à vista fechou com alta de 0,68%, cotado a R$ 5,0616 na venda. No ano, passou a acumular baixa de 7,79% ante o real.

 

No exterior, os preços do petróleo fecharam em queda, em meio a expectativas de progresso nas negociações para encerrar o conflito que começou no Oriente Médio no final de fevereiro, com ataques dos EUA e de Israel contra o Irã.

"Apesar da queda do petróleo e de sinais pontuais de avanço diplomático, o mercado segue sensível com o risco de prolongamento do conflito no Oriente Médio", afirmou o especialista em investimentos Bruno Shahini, da Nomad.

A TV estatal iraniana divulgou mais cedo que Teerã obteve um esboço de uma estrutura inicial não oficial para um memorando de entendimento com os EUA. Pela estrutura do esboço, o Irã restauraria o transporte comercial pelo Estreito de Ormuz aos níveis anteriores à guerra no prazo de um mês, enquanto os EUA retirariam as forças militares das proximidades do país e suspenderiam o bloqueio naval.

A Casa Branca, porém, afirmou que a reportagem não é "verdade" e que o memorando citado é "uma fabricação completa".

No início da tarde, Donald Trump disse que os EUA ainda não estão satisfeitos na negociação com Irã.

O presidente americano disse ainda que o Estreito de Ormuz estará aberto a todos e não será controlado por nenhum país em qualquer acordo fechado com o Irã.

Em paralelo, dados de rastreamento de navios também mostraram na véspera que três petroleiros com gás natural liquefeito passaram pelo Estreito de Ormuz nos últimos dias, rumo ao Paquistão, China e Índia, além de um superpetroleiro com petróleo bruto iraquiano para a China, o que corroborou esperanças de que a hidrovia possa ter o fluxo normalizado, ampliando a oferta global.

Na cena corporativa, Copasa figurou entre os destaques negativos, após indicar que fará mudanças em sua oferta de ações que deve privatizar a companhia, após propostas de potenciais investidores de referência ficarem aquém do pretendido pelo Estado de Minas Gerais.

Prévia da inflação

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15), considerada a prévia da inflação no Brasil, teve alta de 0,62% durante o mês de maio. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nesta quarta-feira (27).

Em abril, o índice registrou alta de 0,89%. Pesquisa da Reuters com economistas estimava alta de 0,53% para o período.

Os dados divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE mostraram ainda que, nos 12 meses até maio, o índice passou a acumular alta de 4,64%, de 4,37% no mês anterior e expectativa de 4,55%.

Com isso, a taxa supera o teto da meta perseguida pelo BC - 3,0% medido pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual - pela primeira vez no ano. Em janeiro, o IPCA-15 subiu exatamente 4,5% no acumulado em 12 meses.

*Com informações da Reuters 

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