Em dia de novas máximas, Ibovespa fecha aos 141 mil pontos e dólar cai

Mercado doméstico acompanhou notícias sobre megaoperação envolvendo vários órgãos públicos

Da CNN Brasil*
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O Ibovespa fechou em forte alta nesta quinta-feira (28), enquanto o dólar oscilava pouco ante o real, conforme o mercado doméstico acompanhava as notícias sobre uma megaoperação envolvendo vários órgãos públicos, relacionada a um esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.

Ao final do pregão, o principal índice brasileiro havia subido 1,32%, a 141.049,20 pontos. Na máxima do dia, ele chegou a tocar os 142 mil pontos, renovando máxima histórica.

De acordo com a Receita Federal, "trata-se da maior operação contra o crime organizado da história do país em termos de cooperação institucional e amplitude". Mandados de busca e apreensão estavam sendo cumpridos contra 350 investigados em oito Estados.

O dólar à vista, por sua vez, oscilou pouco ante o real nesta quinta, conforme os investidores avaliavam números sobre a economia dos Estados Unidos em busca de sinais sobre os próximos passos do Federal Reserve, com dados e falas de autoridades no Brasil também no radar.

A moeda norte-americana negociada à vista fechou em queda de 0,22%, a R$ 5,4062 na venda.

Eleições no horizonte

De acordo com o analista de investimentos Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora, a forte alta na bolsa também ocorre após a divulgação de uma pesquisa nesta quinta-feira mostrando disputa acirrada na corrida presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

"Isso motivou o mercado... é o rali da eleição começando", afirmou. "Toda a pesquisa que o governador Tarcísio aparecer na frente, o mercado deve responder aí com uma alta, já que ele se tornar presidente tende a fazer uma política econômica mais próxima do que o mercado deseja."

Mercado externo

Por trás do desempenho da moeda dos EUA estava a consolidação das apostas de que o Fed retomará os cortes da taxa de juros a partir de setembro, depois de um discurso "dovish" do chair Jerome Powell na semana passada e da pressão do presidente Donald Trump por cortes imediatos.

Essas apostas se mantinham firmes mesmo diante de dados nesta quinta-feira que mostraram que o Produto Interno Bruto (PIB) da maior economia do mundo cresceu mais no segundo trimestre do que o estimado anteriormente. O país teve expansão de 3,3% no período, ante alta de 3,0% informada em julho.

Em tese, uma atividade econômica forte poderia ser um obstáculo para o Fed de retomar os cortes de juros, mas operadores ainda precificavam 84% de chance de uma redução de 0,25 ponto percentual em setembro, segundo dados da LSEG, com outro corte de mesma magnitude totalmente precificado até dezembro.

Na cena doméstica, os agentes financeiros observarão às 14h falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em vídeo gravado para o evento Open Finance 5 anos, promovido pela autarquia e com a presença dos diretores de Regulação, Gilneu Vivan, e de Fiscalização, Ailton de Aquino.

Também à tarde, o Tesouro Nacional divulgará resultado primário das contas do governo central para julho, às 14h30.

O mercado também monitora qualquer novidade sobre o impasse comercial entre Brasil e EUA, conforme o governo brasileiro segue tentando negociar a tarifa de 50% imposta por Washington sobre bens do país.

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