Petróleo fecha em alta com risco à oferta da Rússia e tensões

Fala de Trump sobre conflito na Ucrânia e relatório semanal de estoques americanos puxou preços da commodity para cima

Letícia Araújo, especial para a AE, do Estadão Conteúdo
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Os contratos futuros de petróleo encerraram a sessão desta quarta-feira (24) em alta, estendendo ganhos da véspera, diante do aumento nos riscos para a oferta com tensões geopolíticas.

O petróleo WTI para novembro, negociado na Nymex (New York Mercantile Exchange), registrou alta de 2,49% (US$ 1,58), a US$ 64,99 o barril. Já o Brent para dezembro, negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), subiu 2,22% (US$ 1,49), a US$ 68,46 o barril.

A persistência de tensões geopolíticas e possível redução no suprimento de petróleo russo continuam a preocupar o mercado de energia, de acordo com analistas da TD Securities.

Na terça (23), o presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que a Ucrânia pode recuperar todo o território perdido para a Rússia e "talvez ir até além disso!", em uma mudança significativa de postura sobre a guerra que já dura três anos.

Em discurso na ONU, o presidente ucraniano Volodimir Zelensky afirmou que não é possível alcançar a paz sem poderio militar.

Já o relatório semanal do Departamento de Energia dos EUA mostrou queda maior que esperada no estoque americano de petróleo, o que tende a sinalizar maior demanda.

Contudo, o TD Securities pondera que o petróleo bruto está se tornando cada vez mais sensível a riscos de baixa, caso não ocorra a diminuição da produção pela Rússia não diminua ou a interrupção da compra do produto pela UE (União Europeia).

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