Petróleo fecha em alta em meio a impasse em negociações entre EUA e Irã
Autoridades americanas cancelaram uma viagem ao Paquistão no último fim de semana, que tinha como foco negociações de paz com o Irã

O preço do petróleo começou a semana em alta com o impasse nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã no fim de semana, que mantém restrições à navegação no Golfo, e fechou em alta de mais de 2% nesta segunda-feira (27).
Autoridades americanas cancelaram uma viagem ao Paquistão no último fim de semana, que tinha como foco negociações de paz com o Irã, diminuindo as esperanças de um fim rápido para o conflito que interrompeu o fornecimento de grande parte do petróleo e gás natural do Oriente Médio para os mercados globais. Assim, o Estreito de Ormuz continua fechando, prejudicando o tráfego de petróleo para o mundo.
O Irã alertou no domingo (26) que o Estreito de Ormuz não retornará ao estado pré-guerra.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, também afirmou que Teerã não entrará em "negociações forçadas" com os Estados Unidos enquanto enfrentar pressões e ameaças, de acordo com a emissora estatal iraniana, Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB).
Além disso, o Irã, por meio de mediadores paquistaneses, apresentou aos Estados Unidos uma nova proposta para a reabertura do Estreito de Ormuz e encerrar a guerra. Já as negociações sobre o programa nuclear iraniano foram adiadas para uma etapa posterior, informou a Axios no domingo (26), citando um funcionário americano e duas fontes com conhecimento do assunto.
O petróleo WTI para junho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em alta de 2,09%, a US$ 96,37 o barril. Já o Brent para julho, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 2,58%, a US$ 101,69 o barril.
Com o conflito se aproximando dos dois meses de duração, o Goldman Sachs elevou as projeções para o preço do petróleo no quarto trimestre deste ano para US$ 90 o barril para o Brent, ante os US$ 80 previstos anteriormente. O banco prevê o WTI a US$ 83 o barril, contra US$ 75 anteriormente.
Em nota divulgada no domingo (26), os analistas do banco alertaram para riscos econômicos "maiores" devido a "riscos de alta nos preços do petróleo, preços excepcionalmente altos de produtos refinados, riscos de escassez de produtos e a escala sem precedentes do choque".
Nos Estados Unidos, o preço da gasolina subiu mais um centavo de dólar, chegando a US$ 4,11 por galão de gasolina comum, segundo a última leitura da Associação Automobilística Americana.
*Com informações da CNN Internacional e da Reuters


