Petróleo aprofunda queda após Trump indicar abertura de Ormuz

Mercado está otimista sobre acordo provisório entre EUA e Irã

Da CNN Brasil*
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Os preços do petróleo aprofundaram a queda nesta sexta-feira (29), após Donald Trump indicar reabertura do Estreito de Ormuz. O mercado também está otimista de que os EUA e o Irã estejam se aproximando de um acordo.

O presidente norte-americano está reunido com assessores na Sala de Situação da Casa Branca nesta sexta-feira para decidir se aceitará um acordo com o Irã, segundo anunciou o próprio líder na rede Truth Social.

Por volta das 12h40, o petróleo Brent caía cerca de 2%, para US$ 90 por barril. Já o WTI, referência nos EUA, recuava 1,9%, para US$ 87 por barril.

 

 

Caso seja acordado, o memorando de entendimento (MoU) provisório entre Teerã e Washington suspenderia os bloqueios paralelos no Estreito de Ormuz e garantiria a livre navegação. O documento também daria início a um período de espera de 60 dias para superar os principais obstáculos a uma resolução de paz definitiva – nomeadamente, o destino do arsenal nuclear iraniano.

Na quinta-feira (28), autoridades americanas disseram à CNN que Estados Unidos e Irã alcançaram um acordo provisório para a prorrogação do cessar-fogo por 60 dias e desbloqueio do Estreito de Ormuz, mas o presidente Donald Trump ainda precisa aprová-lo.

No entanto, a agência de notícias iraniana Tasnim, citando uma fonte próxima à equipe de negociação, disse que o texto de um possível memorando de entendimento entre os países ainda não havia sido finalizado ou confirmado.

“Essas manchetes contribuíram para uma forte queda no preço do petróleo ontem”, afirmou o Deutsche Bank em nota.

No geral, os preços do petróleo caíram mais de 18% em maio, a maior queda mensal desde o início da pandemia de Covid-19 em março de 2020, acrescentou o Deutsche Bank.

Mohit Kumar, economista-chefe para a Europa da empresa de investimentos Jefferies, afirmou que ainda existem riscos na execução de qualquer acordo e que "não está claro se há uma frente unida no Irã para tomar decisões".

“Mas estamos otimistas de que conseguiremos um acordo que abra o Estreito e alivie a pressão sobre os preços do petróleo e a economia mundial”, acrescentou Kumar.

*Com informações da CNN Internacional 

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