Wall Street renova recordes de olho em potencial acordo entre EUA e Irã
Reunião de Donald Trump na Casa Branca sobre o Irã foi concluída em meio a incertezas sobre acordo

Os três principais índices acionários de Wall Street fecharam em alta nesta sexta-feira (29), renovando máximas intraday e de fechamento, com avanços em ações de tecnologia e a guerra do Oriente Médio no radar.
A reunião do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Sala de Situação da Casa Branca para tomar uma “decisão final” sobre um acordo provisório com o Irã terminou após aproximadamente duas horas, segundo uma pessoa familiarizada com o assunto. Ainda não está claro se o líder americano decidiu se vai assinar o documento ou não.
Trump se reuniu mais cedo nesta sexta (29) com assessores para decidir se aceitaria um acordo com o Irã, segundo anunciou o próprio líder norte-americano na rede Truth Social.
Trump afirmou, entre outras coisas, que o Irã “deve concordar que nunca terá uma arma nuclear ou bomba” e que o “Estreito de Ormuz deve ser imediatamente aberto”, sem pedágios ou restrições ao tráfego. Ele disse ainda que as minas colocadas pelo Irã na hidrovia devem ser “removidas” e afirmou que o bloqueio americano ao Estreito seria “suspenso”.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta sexta-feira (29), por sua vez, que o regime iraniano está em contato com os Estados Unidos, mas pontuou que um memorando de entendimento ainda não foi finalizado.
O Dow Jones subiu 0,72%, para 51.032 pontos, enquanto o Nasdaq teve alta de 0,20%, para 26.972 pontos (tendo ultrapassado 27.000 pontos durante a sessão pela primeira vez), e o S&P 500 ganhou 0,22%, a 7.580 pontos.
Na semana, o Dow ganhou 0,89%, o Nasdaq saltou 2,39% e o S&P 500 teve alta de 1,43%. Os índices avançaram 2,78%, 8,35% e 5,15% no mês, respectivamente.
O S&P 500 registrou o nono ganho semanal consecutivo, a mais longa sequência de altas desde dezembro de 2023.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para julho fechou em queda de 1,73% (US$ 1,54), a US$ 87,36. Já o Brent para agosto recuou 1,7% (US$ 1,58), a US$ 91,12 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
Na semana, WTI caiu 9,56% e o Brent recuou 12%. No mês, a queda foi de 16,8% e 17,4%, respectivamente.
"Os mercados estão encerrando maio com uma tendência de apetite por risco, impulsionados pelo entusiasmo com a IA, preços mais baixos do petróleo e expectativas crescentes de que as tensões entre os EUA e o Irã possam permanecer contidas", apontou Bob Savage, chefe de estratégia macro de mercados do BNY.
"Definitivamente há um sentimento de euforia no mercado em relação à IA. A alta foi realmente impulsionada pelos lucros", destacou Ohsung Kwon, estrategista-chefe de ações do Wells Fargo.
Além disso, os mercados esperam que o Federal Reserve mantenha as taxas de juros estáveis até o fim do ano, com expectativas de um aumento de 25 pontos-base em dezembro.
Dentre os destaques do mercado, a Dell saltou mais de 32% depois de aumentar as previsões de lucro e receita para o ano inteiro na quinta-feira (28).
*Com informações da CNN Internacional e da Reuters


