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    Mercados globais se preparam para impactos da expansão da guerra de Israel

    Impacto da guerra deve ressoar principalmente em mercados emergentes e favorecer ativos mais seguros

    S&P 500 caiu 0,5% na sexta-feira (13) em reflexo da guerra
    S&P 500 caiu 0,5% na sexta-feira (13) em reflexo da guerra REUTERS/Brendan McDermid

    Matt Tracy e Saqib Iqbal Ahmed, da Reuters

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    A guerra entre Israel e o Hamas aumenta o alerta em relação aos riscos geopolíticos para os mercados financeiros.

    Os investidores aguardam a possibilidade de outros países entrarem no conflito, com potencial para aumentar ainda mais os preços do petróleo e causar um “golpe” na economia mundial.

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu no domingo (15) “destruir o Hamas”, enquanto as forças israelenses se preparavam para uma incursão terrestre em Gaza.

    Os preços do petróleo saltaram mais de 5% na sexta-feira (13), com investidores precificando a possibilidade de um conflito mais amplo no Oriente Médio.

    “Parece que estamos caminhando para uma invasão terrestre maciça de Gaza e uma perda de vidas em grande escala“, disse Ben Cahill, membro sênior do Programa de Segurança Energética e Mudança Climática do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês).

    “Sempre que houver um conflito dessa escala, haverá uma reação do mercado”, conclui Cahill.

    Movimentação no mercado

    A reação do mercado na semana passada foi relativamente discreta, embora o shekel, a moeda israelense, tenha sofrido um grande baque.

    “Não tenho ideia se os mercados continuarão relativamente bem comportados”, disse Erik Nielsen, consultor econômico chefe do grupo UniCredit.

    “Depende se esse último conflito permanecerá localizado ou se ele se transformará em uma guerra mais ampla no Oriente Médio.”

    Estados Unidos

    O S&P 500 caiu 0,5% na sexta-feira. Ativos considerados seguros tiveram maior procura, com o ouro subindo mais de 3% na sexta-feira e o dólar dos Estados Unidos atingindo a maior alta em uma semana.

    Um conflito em expansão provavelmente também causaria uma maior aceleração da inflação e, como subproduto, maior ciclo de alta das taxas de juros em todo o mundo, disse Bernard Baumohl, economista-chefe global do The Economic Outlook Group em Princeton, Nova Jersey.

    Entretanto, embora a inflação e as taxas de juros em outros países possam subir nesse pior cenário, os Estados Unidos podem ser a exceção, já que investidores estrangeiros tradicionalmente despejam capital no que consideram um porto seguro durante conflitos globais, observou Baumohl.

    “As taxas de juros podem cair”, disse o economista. “Espero que o dólar se fortaleça.”

    Europa

    Na Europa, os economistas disseram que a barra para outro aumento da taxa do Banco Central Europeu (BCE) é alta.

    A guerra entre o grupo radical islâmico Hamas e Israel representa um dos riscos geopolíticos mais significativos para os mercados de petróleo desde a invasão da Ucrânia pela Rússia no ano passado.

    “Se a guerra da Ucrânia nos ensinou alguma coisa, é que não devemos subestimar o efeito da geopolítica”, disse o economista para Europa do Nomura, George Moran.

    Impacto generalizado

    Outros mercados de energia podem ser afetados, conforme observado em acontecimentos recentes, como a Chevron, que interrompeu as exportações de gás natural por meio de um importante gasoduto submarino entre Israel e o Egito.

    É improvável que o aumento dos preços do petróleo tenha um impacto significativo sobre os preços do gás nos EUA ou sobre os gastos dos consumidores, observaram os analistas.

    No entanto, é preciso monitorar a situação, disse Jack Ablin, diretor de investimentos da Cresset Capital.

    “Se, de repente, a produção de petróleo for cortada ou o transporte de petróleo for interrompido, isso certamente criará problemas não apenas para as economias, mas também para os mercados”, disse ele.

    O petróleo, as ações de empresas petrolíferas, as commodities em geral e o ouro em particular poderiam servir como proteções eficazes para os investidores, disse Ablin.

    Veja também: Exportadores de petróleo discutem conflito em Israel

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