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    Ibovespa renova máxima de 6 meses com alta de commodities e expectativa de corte nos juros; dólar recua a R$ 4,91

    No exterior, investidores estão de olho nas expectativas de que o Federal Reserve pausará seu ciclo de altas de juros em junho

    Na segunda-feira (5), a moeda norte-americana à vista fechou o dia cotado a R$ 4,9309 na venda
    Na segunda-feira (5), a moeda norte-americana à vista fechou o dia cotado a R$ 4,9309 na venda Foto: REUTERS/Paulo Whitaker

    Da CNN

    em São Paulo

    O Ibovespa ampliou para esta terça-feira (6) o clima positivo e voltou a renovar a máxima em mais de seis meses, puxado pela alta das commodities e dados da inflação reforçando as apostas de antecipação do corte dos juros pelo Banco Central (BC).

    Na seara política, investidores acompanharam a apresentação do substitutivo da reforma tributária na Câmara e encaminhamentos para a tramitação da matéria. A expectativa do Executivo é pela aprovação da medida em plenário ainda neste mês.

    No cenário internacional, o clima foi misto, com investidores mantendo os debates sobre a manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), em meios aos indícios de desaceleração da maior economia do mundo.

    Diante destas pressões, o principal indicador da bolsa brasileira fechou a sessão com alta de 1,7%, aos 114.610 pontos. Este foi o melhor resultado do pregão desde o início de novembro do ano passado.

    O aumento da propensão dos investidores ao risco renovou a pressão para a queda do dólar ante o real. A moeda norte-americana encerrou o dia com perda de 0,39%, negociada a R$ 4,911 na venda.

    O Índice Geral de Preços — Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou queda de 2,33% em maio, após uma redução de 1,01% em abril, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o IGP-DI acumulou uma redução de 3,56% no ano. Em 12 meses, houve recuo de 5,49%.

    A nova sinalização de queda na variação de preços deu força às apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) pode adiantar o corte da Selic, atualmente em 13,75% ao ano.

    Na véspera, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, voltou a afirmar que a inflação está melhorando, mas também reiterou que ocorre ainda de forma lenta, principalmente nos núcleos.

    Amanhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga a inflação oficial do país no mês de maio, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

    A projeção de corte dos juros derrubou os juros futuros em toda a curva e deu força às empresas do Ibovespa expostas à economia doméstica, como varejistas e companhias aéreas.

    A alta foi puxada pelas ações do Assai (ASAI3), com salto de 14,7%. Na sequência, Carrefour (CRFB3) e Azul (AZUL) subiram 10,91% e 10,5%, respectivamente.

    As maiores empresas do mercado doméstico também tiveram dia de ganhos, influenciadas pela alta das commodidites.

    A Vale (VALE3) subiu 0,33%, na esteira de valorização acima de 1% do minério de ferro no porto de Dalian.

    Já os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4) ganharam 2,11%, enquanto os ordinários (PETR3) valorizaram 2,03%, acompanhando o salto de 0.55% do barril tipo Brent no mercado global.

    Reforma tributária

    O relator da reforma tributária na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), está apresentando a sua versão da matéria nesta terça-feira (6). Deputados e o Executivo buscam acelerar a tramitação da medida, a fim de votá-la no plenário da Casa ainda no primeiro semestre.

    O deputado apresentará um relatório do grupo de trabalho (GT) da Câmara. O substitutivo das Propostas de Emenda à Constituição (PECs) 45 de 2019 e 110 de 2019 — texto propriamente dito da reforma — deve ser divulgado quando a data da discussão em plenário for definida.

    O relatório de Ribeiro deve propor a criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, dividido entre um tributo federal e outro estadual e municipal. Assim, serão substituídos os atuais IPI, PIS, Cofins, ICMS, e ISS.

    *publicado por Pedro Zanatta Gabriel Bosa, da CNN, com informações da Reuters.