Não tem obstáculo que impeça negociações entre Brasil e EUA, diz CNI

Presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou a complementaridade das indústrias dos países, apontando o etanol e as terras raras como pontos estratégicos nas negociações bilaterais

Da CNN Brasil
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Em entrevista à CNN, o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Ricardo Alban, avaliou que a relação comercial entre o Brasil e os Estados Unidos apresenta um cenário favorável para negociações, sem obstáculos significativos que possam impedir avanços. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Donald Trump realizaram uma reunião bilateral, neste domingo (26), na Malásia.

Alban lembrou que, durante a pandemia de Covid-19, mesmo com taxa zero para importação do etanol pelos EUA, não houve exportações para o Brasil. "Novas possibilidades estão sendo exploradas, como o uso do etanol para abastecer grandes navios, substituindo o bunker oil, uma alternativa que poderia criar um novo mercado para o produto", analisou o representante.

Terras raras e minerais críticos

As negociações entre os países têm se concentrado em soluções inovadoras e tecnológicas. Alban enfatizou que, ao discutir indústria e modernidade, é fundamental abordar inovação e tecnologia, aspectos em que ambos os países podem colaborar significativamente.

"O Brasil possui um importante atrativo para os Estados Unidos: as terras raras e minerais críticos, considerados elementos estratégicos para a economia americana. O país é considerado a terceira maior reserva desses recursos, com potencial para possuir reservas ainda maiores, devido à exploração geológica ainda não completamente realizada em todo o território nacional", destacou.

Alban afirmou ainda que, do ponto de vista geopolítico, não há interesse dos Estados Unidos em manter um afastamento prolongado do Brasil, considerando a importância do país como player na América Latina.

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