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    “Ajuste estrutural já foi feito”, diz CEO da Casas Bahia à CNN

    Justiça aprova pedido de recuperação extrajudicial da empresa

    Loja das Casas Bahia, rede que pertence à Via Varejo, em São Paulo (SP)
    Loja das Casas Bahia, rede que pertence à Via Varejo, em São Paulo (SP) Foto: REUTERS/Paulo Whitaker

    Thiago FélixDiego Mendesda CNN São Paulo

    Após o pedido de recuperação extrajudicial, o CEO da Casas Bahia, Renato Franklin, afirmou, em entrevista à CNN, que o “ajuste estrutural já foi feito”.

    “No ano passado fizemos o ajuste organizacional e também o fechamento de lojas. Nós tínhamos 100 lojas com margem de contribuição negativa, mas 55 foram fechadas e conseguimos recuperar a margem dessas outras 45 através da redução de estoque, mais redução do custo de aluguel e aumento da penetração dos serviços”, disse.

    Na tarde desta segunda-feira (29), a 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do TJ de São Paulo aprovou o pedido de recuperação extrajudicial.

    O pedido foi feito em acordo com os principais credores, que detém 4,5% das dívidas. O acordo inclui uma carência de 24 meses para pagamentos de juros e 30 meses para pagamento de principal.

    Além do novo plano, de acordo com o executivo, a empresa vai abrir uma nova unidade modelo, para ampliar os negócios.

    “Nas próximas semanas, a gente tem uma inauguração de uma nova loja dentro do Shopping Aricanduva, que é o principal shopping de varejo do Brasil. Já nasce no novo conceito, com monetização dos espaços. Isso tende a ser uma referência para gente, com melhores experiências ao consumidor e até um ticket médio mais alto, que traz rentabilidade para nós e para a indústria”, afirma Franklin.

    O acordo de recuperação extrajudicial diminuiu a dívida total da varejista. Antes da renegociação, a empresa tinha débitos com valores superiores a R$ 4 bilhões. Agora, a empresa terá que desembolsar R$ 500 milhões até 2027.