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    GM reporta resultado acima do esperado no 1º tri e eleva previsão para o ano

    Empresa vem lidando com redução de vendas na China e crise de segurança em unidade de autônomos

    Seda da General Motors, em Detroit, Michigan (EUA)
    Seda da General Motors, em Detroit, Michigan (EUA) Rebecca Cook / Reuters

    da Reuters

    A General Motors divulgou nesta terça-feira (23) resultado trimestral melhor que o esperado por Wall Street e aumentou sua previsão de desempenho para o ano, citando preços estáveis e demanda por veículos a combustão.

    A montadora elevou a projeção de lucro ajustado antes de impostos no ano para US$ 12,5 bilhões a US$ 14,5 bilhões, em comparação com a expectativa anterior de US$ 12 bilhões a US$ 14 bilhões.

    “Nosso consumidor tem se mostrado notavelmente resistente nesse período de taxas de juros mais altas”, disse o diretor financeiro da GM, Paul Jacobson.

    A montadora informou que o lucro líquido no primeiro trimestre aumentou 24,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a US$ 3 bilhões; com um aumento de 7,6% na receita, chegando a US$ 43 bilhões.

    O lucro ajustado por ação de US$ 2,62 superou a previsão média de Wall Street de US$ 2,15, de acordo com dados da Lseg. A receita também foi melhor que a expectativa do mercado, de US$ 41,9 bilhões.

    Embora a GM tenha começado 2024 com força, a presidente-executiva, Mary Barra, ainda tem dois grandes desafios pela frente: , a unidade de táxis robô do grupo.

    A Cruise interrompeu suas operações no final do ano passado depois que um de seus carros autônomos arrastou uma mulher por uma rua de São Francisco.

    Funcionários da empresa compartilharam no início deste ano que a GM cortaria os gastos com essa unidade em US$ 1 bilhão.

    O negócio de táxis robôs teve prejuízo de US$ 2,7 bilhões no ano passado, sem incluir US$ 500 milhões em custos de reestruturação incorridos no quarto trimestre, quando a unidade cortou pessoal. A GM gastou US$ 400 milhões com a Cruise no primeiro trimestre.

    Barra disse que a Cruise está progredindo, citando o retorno de seus veículos às ruas em Phoenix, Arizona, no início deste mês, com motoristas humanos e sem passageiros.

    Os negócios da GM na China – anteriormente o maior mercado da montadora – também estão vacilando. As montadoras chinesas e a Tesla abocanharam a participação de mercado na região, auxiliadas por cortes profundos nos preços e ofertas de tecnologia renovada.

    A GM teve prejuízo de US$ 106 milhões na China no trimestre, o que o diretor financeiro disse que foi menos do que sua equipe esperava.

    A GM não divulgou os resultados financeiros da operação de veículos elétricos, mas Jacobson manteve as previsões anteriores de obtenção de lucro. O executivo ainda espera que o chamado lucro variável, que exclui os custos fixos, seja positivo até o segundo semestre de 2024.

    As dúvidas sobre o mercado de veículos movidos a bateria aumentaram quando a Tesla, líder do setor, demitiu mais de 10% de sua equipe global de funcionários no início deste mês e reduziu os preços de seus modelos em vários mercados.

    A Tesla divulga resultados trimestrais nesta terça-feira e o mercado espera que a montadora registre sua primeira queda de receita e a menor margem bruta em quase quatro anos, de acordo com dados da Lseg.