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    Permissão para Potiguar pavimenta caminho para explorar outras bacias da Margem Equatorial, diz diretor da Petrobras à CNN

    Joelson Mendes, diretor de Exploração e Produção da estatal, ainda defende o papel das novas fronteiras de exploração de petróleo para a transição energética

    Diretor de exploração e produção da Petrobras, Joelson Mendes fala durante café da manhã com jornalistas no Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), na Ilha do Fundão, zona norte da capital fluminense
    Diretor de exploração e produção da Petrobras, Joelson Mendes fala durante café da manhã com jornalistas no Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), na Ilha do Fundão, zona norte da capital fluminense Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

    Danilo Moliternoda CNN

    São Paulo

    O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Joelson Mendes, afirmou em entrevista à CNN que a licença para perfuração de Potiguar ajuda a pavimentar o caminho para a empresa explorar outras bacias da Margem Equatorial.

    “Estamos muito satisfeitos com a autorização concedida para a Bacia Potiguar. Isso certamente é importante para pavimentar o caminho para outras bacias da Margem Equatorial”, disse.

    O presidente da empresa, Jean Paul Prates, já indicou que, na Margem Equatorial, a prioridade da empresa é a exploração da Foz do Amazonas. Mendes diz acreditar que a licença para a área pode ser concedida enquanto a Petrobras trabalha em Pitu Oeste.

    “Em relação a Amapá Águas Profundas, seguimos aguardando resposta do Ibama para recurso que fizemos, solicitando autorização para a Avaliação Pré-Operacional na Bacia da Foz do Amazonas”, disse.

    Vista da região da Foz do Amazonas, no Amapá / 31/03/2017 REUTERS/Ricardo Moraes

    “Estamos confiantes de que essa resposta do órgão ambiental, concedendo essa autorização, possa sair enquanto estivermos trabalhando em Pitu Oeste, na Bacia do Potiguar”, completa.

    Segundo o diretor, a perfuração na Bacia do Potiguar deve acontecer já nas próximas semanas. A empresa trabalha na limpeza do casco da sonda antes de deslocá-la ao Rio Grande do Norte.

    O trabalho de exploração em cada poço dura entre quatro e cinco meses. “O esperado é que em março do ano que vem já tenhamos concluído Pitu Oeste e tenhamos noção de sua viabilidade comercial”. O poço será perfurado a 52 km da costa. Não há produção de petróleo nessa fase.

    Após Pitu Oeste, segundo Mendes, a Petrobras ainda vai perfurar outra localidade na Bacia do Potiguar, o poço de Anhangá. A expectativa é de que a Petrobras poderá deslocar os recursos necessários para realizar a APO na região Norte após concluir os trabalhos no poço do Pitu.

    Transição energética

    À CNN, Mendes também defende o papel das novas fronteiras de exploração de Petróleo para a transição energética. Segundo o diretor, a empresa trabalha com a ideia de utilizar parte dos recursos gerados com combustível fóssil para impulsionar este processo.

    “Esses recursos [da exploração] podem desempenhar um papel crucial no financiamento da transição energética, em uma jornada gradual”, defende. “As novas fronteiras brasileiras são essenciais para garantir a segurança e soberania energética nacional, num contexto de transição energética e economia de baixo carbono”.

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