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    “Prévia do PIB” avança 2,41% no primeiro trimestre, diz BC

    Em relação ao primeiro trimestre de 2022 o IBC-BR cresceu 3,87% e 3,31% nos 12 meses até março

    Melhora dos indicadores de comércio e serviços já apontavam aquecimento econômico
    Melhora dos indicadores de comércio e serviços já apontavam aquecimento econômico REUTERS/Mark Makela

    Samantha Kleinda CNN*

    Brasília

    O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou aumento de 2,41% no primeiro trimestre, confirmando crescimento econômico já registrado na última divulgação, em fevereiro, aumento de 3,32%. O Banco Central (BC) divulgou o índice nesta sexta-feira (19).

    Em relação ao primeiro trimestre de 2022, o indicador mostra crescimento econômico em 3,87%. Já em comparação aos últimos 12 meses até março, o IBC-Br aponta que a atividade econômica cresceu 3,31%, impulsionada pelo elevado volume de serviços. Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) cresceu 1,1% em fevereiro, acumulando alta de 7,8% em 12 meses.

    O IBC-Br de março é o último grande indicador oficial do trimestre, já incorporando a tendência dos anteriores, antes de o próprio PIB ser divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IBGE divulgará o resultado da economia no primeiro trimestre em 1º de junho.

    Em 2022, o PIB, que é a soma dos bens e serviços produzidos no país, totalizou R$ 9,9 trilhões em valores correntes. No ano anterior, o PIB registrou expansão de 5%.

    Já o Banco Central elevou sua projeção de crescimento econômico em 2023 a 1,2%, contra patamar de 1% estimado em dezembro, informou o Relatório Trimestral de Inflação divulgado no final de março.

    Os resultados do PIB e do IBC-Br são um pouco diferentes em razão do modelo da estimativa. O Banco Central, diferentemente do IBGE, não leva em conta a demanda para fazer o cálculo do indicador, porém, assim como o instituto, soma estimativas da agropecuária, dos serviços, da indústria e do impacto dos impostos.

     

    “Os números, tanto da indústria quanto do varejo e dos serviços, chegaram a ser impressionantes”, diz o economista-chefe da corretora Ágora Investimentos, Dalton Gardimam, se referindo aos dados do primeiro trimestre do ano.

    “Com todo o aperto monetário que temos, já de boa data, com juros reais de 7%, 8% (…), os resultados chegam a ser surpreendentemente impressionantes, mesmo para os mais otimistas”, completou. Em março, o varejo cresceu 0,8%, os serviços, 0,9% e a produção industrial 1,1%.

    “Tinha muito economista gabaritado imaginando que o PIB do primeiro trimestre podia ser próximo de zero. Mas, diante de tantas surpresas em praticamente três meses, em três indicadores — serviços, varejo e indústria — fica difícil imaginar que o resultado vá decepcionar para baixo”, disse Gardimam.

    Os economistas não costumam fazer projeções diretamente para o IBC-Br, já que ele é um indicador mais volátil e menos preciso que o PIB, mas o consenso é que apontaria para um trimestre mais forte do que o inicialmente imaginado pela maioria.

    Como resultado, diversos economistas já estão recalculando suas projeções para o PIB do trimestre e também do ano completo.

    Gardimam estima um primeiro trimestre crescendo cerca de 0,6% na comparação com o trimestre imediatamente anterior, depois de ter caído 0,2% nos últimos três meses do ano passado.

    Em relatório nesta quinta-feira (18), o Inter afirma que o PIB do primeiro trimestre pode passar de 1%, e revisou a sua projeção de crescimento para 2023 de 0,8% para 1,5%.

    “Os números que foram saindo da economia no primeiro trimestre estão muito maiores do que eu e muita gente imaginava”, disse o economista-chefe da Órama Investimentos, Alexandre Espírito Santo.

    *Com informações de Juliana Elias e Muriel Porfiro da CNN