Processo paralelo sobre o Banco Master corre no TCU
Clarissa Oliveira, no Live CNN, traz informações de como caso sigiloso sobre a liquidação do Banco Master reacende tensões no Tribunal de Contas da União após tentativa de pacificação
Um processo paralelo e sigiloso sobre o Banco Master está em tramitação no Tribunal de Contas da União (TCU), conforme apuração de Clarissa Oliveira no Live CNN. A informação, inicialmente publicada pelo jornal Valor Econômico e confirmada pela analista de Política da CNN, indica que este caso está reacendendo tensões nos bastidores da Corte.
O novo processo é distinto daquele que gerou o embate recente entre o TCU e o Banco Central sobre a liquidação do Banco Master, conflito que precisou ser pacificado com a intervenção do governo. Segundo Clarissa Oliveira, o Banco Central estaria solicitando acesso à tramitação desse processo para entender seu conteúdo, mas ainda não obteve aval do Tribunal.
A relatoria deste processo paralelo está sob responsabilidade de Jonathan de Jesus, ministro do TCU, o mesmo que conduziu o caso anterior que gerou atritos entre as instituições. Fontes indicam que advogados ligados ao caso Master já estariam participando da tramitação deste processo sigiloso, enquanto o Banco Central ainda aguarda autorização para acessá-lo.
Este novo desenvolvimento ocorre após uma tentativa de conciliação entre as instituições, que contou com a articulação do presidente Lula e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Na ocasião, o presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, e o relator Jonathan de Jesus se reuniram com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para chegar a um consenso sobre a inspeção relacionada ao banco liquidado.
O ressurgimento de tensões relacionadas ao caso Master preocupa membros do TCU, especialmente pelo incômodo de vários ministros com a atuação de Jonathan de Jesus no embate direto com o Banco Central. Embora o processo paralelo aparentemente tenha pouca movimentação, há indícios de algum tipo de atividade processual que está contribuindo para renovar os atritos dentro do Tribunal de Contas da União.


