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    Relatório aponta impacto da política “Covid Zero” nos shoppings centers da China

    Em média, 9% das lojas nos 20 principais shoppings de Xangai foram fechadas desde que a situação da pandemia piorou no segundo trimestre, de acordo com documento que foi contestado pelo governo

    Analistas dizem que é improvável que o país relaxe suas regras de Covid antes do congresso do Partido Comunista a partir de 16 de outubro
    Analistas dizem que é improvável que o país relaxe suas regras de Covid antes do congresso do Partido Comunista a partir de 16 de outubro Pixabay

    Laura Hedo CNN Business

    As autoridades de Xangai negaram um relatório de uma importante empresa chinesa de pesquisa imobiliária que afirmou que mais de um terço das lojas em um grande shopping foram fechadas por causa de restrições rígidas do Covid.

    O relatório da China Real Estate Information Corp. (CRIC), publicado no final do mês passado, rapidamente se tornou viral. O documento alega que as taxas de desocupação nos shoppings da cidade estavam subindo para um nível alarmante por causa das restrições e disse que 34% das lojas foram fechadas em um shopping histórico no distrito financeiro de Lujiazui, em Xangai.

    Em média, 9% das lojas nos 20 principais shoppings de Xangai foram fechadas desde que a situação do Covid piorou no segundo trimestre, significativamente acima do nível de 5% em que as operações gerais dos shoppings seriam afetadas, segundo a empresa de pesquisa.

    O Shanghai Observer, um site administrado pelo jornal oficial do governo de Xangai, disse na sexta-feira (9) que a metodologia usada pelo CRIC estava em desacordo com a prática da indústria.

    De acordo com estatísticas atribuídas ao CBRE Group – uma empresa global de serviços imobiliários comerciais – a taxa média de vacância nos shoppings de Xangai ficou entre 6,7% e 8,2% nos últimos três anos. O Shanghai Observer também atacou alguns meios de comunicação que pegaram a reportagem por “exagerar a verdade” e “tirar os números do contexto”.

    CRIC e CBRE não responderam aos pedidos de comentários.

    Xangai estava sob um bloqueio estrito por dois meses no início deste ano e continua enfrentando restrições em partes da cidade onde novos casos surgiram.

    Nas últimas semanas, o governo chinês reforçou significativamente as restrições do Covid para conter a disseminação da variante Omicron altamente transmissível.

    Analistas dizem que é improvável que o país relaxe suas regras de Covid antes do congresso do Partido Comunista a partir de 16 de outubro.

    O presidente Xi Jinping, que deve buscar um terceiro mandato sem precedentes, não desejará ver nenhum aumento incontrolável nos casos de Covid até que seu futuro político seja garantido, segundo especialistas.

    Mas as restrições estão prejudicando a economia – analistas estão prevendo um crescimento de apenas 3% este ano – e levando a um crescente descontentamento público na internet. Nos últimos dias, muitos usuários de mídia social reclamaram do estrago causado por bloqueios frequentes e testes intermináveis, desde a escassez de alimentos até as más perspectivas de emprego e renda.

    Relatórios retirados

    O relatório do CRIC não é a única pesquisa econômica sobre o Covid a ser examinada recentemente na China.

    O relatório de um banco de investimento chinês sobre o Covid foi excluído logo após ser publicado na semana passada, gerando uma enxurrada de especulações online de que poderia ter sido censurado.

    A Huatai Securities, com sede em Nanjing, apontou em seu relatório na quarta-feira que a subvariante Omicron BA.5 causou menos mortes do que a gripe em vários países e regiões, como Cingapura, Vietnã, Coréia do Sul e Hong Kong.

    A Huatai Securities não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários.

    E no mês passado, a Anbound Consulting, uma empresa de pesquisa econômica com sede em Pequim, publicou um relatório sobre suas contas Weibo e WeChat intitulado “é hora da China mudar sua política de Covid”. Esse relatório foi removido de ambas as plataformas um dia depois.

    — O escritório da CNN em Pequim contribuiu para esta reportagem.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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